Ceará

Juíza proíbe circulação nacional da IstoÉ

A pedido de Cid, Juíza proíbe circulação nacional da IstoÉ
A pedido de Cid, Juíza proíbe circulação nacional da IstoÉ

A Justiça cearense acatou a solicitação do governador do Ceará, Cid Ferreira Gomes (Pros) e proibiu, em âmbito nacional, a circulação da revista IstoÉ que, na noite da última sexta-feira (12), publicou que ele estava entre os novos nomes delatados pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, personagem principal de uma investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) sobre suposto esquema de corrupção na Petrobras.

Nota
Na tarde de segunda-feira (15), o governador pronunciou-se, por meio de nota oficial, sobre a reportagem da revista ressaltando que a publicação é “fraudulenta”. A assessoria de comunicação do Governo confirmou que o governador Cid Gomes moveu uma ação contra a revista na Justiça cearense, por dano moral, calúnia e difamação, e que a juíza Maria Marleide Maciel Queiroz, da 3ª Vara da Família de Fortaleza, deferiu, desde o último domingo (14), decisão favorável ao pedido de Cid.

A assessoria do Tribunal de Justiça do Ceará, contudo, afirmou que a juíza não iria se pronunciar sobre o caso, além de que as informações não podiam ser repassadas em razão de o caso seguir em segredo de Justiça.

Leia ainda:
Cid Gomes diz processará revista por denúncias “falsas e eleitoreiras”

Lista
No último dia 6, uma outra revista, a Veja, publicou que Costa havia listado para procuradores da República em troca de delação premiada, a relação de mais de 30 políticos envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público da estatal, a partir de contratos superfaturados.

“Armação”
Alegando ter sido vítima de armação criada por seus adversários políticos, para interferir na disputa eleitoral no Ceará, o governador afirma, no comunicado oficial, que está processando a revista por calúnia, difamação e por dano moral.

“Não tenho, nem nunca tive, qualquer envolvimento nem qualquer tratativa pessoal com o citado ex-diretor da Petrobras, muito menos qualquer conversa indecente ou corrupta. Todo o meu relacionamento com a Petrobras sempre foi institucional”, assegurou em um segundo ponto da nota.

E ainda
A matéria da IstoÉ, que não apresenta nenhum documento oficial e nem as provas de que Paulo Roberto Costa haveria delatado novos nomes de grande cunho da política nacional, apontou ainda que o senador e candidato ao governo do Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral (PT); o senador e candidato a vice-governador no Rio, Francisco Dornelles (PP); e do deputado federal e candidato à reeleição no Rio Eduardo Cunha (PMDB) fazem parte da nova delação premiada.


Curtir: