Em Brasília
Atualizado em: 03/08/2011 - 9:35 am

Ministro da Agricultura, Wagner Rossi

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi vai depor nesta quarta-feira (3), na Comissão de Agricultura da Câmara sobre as denúncias veiculadas pela à revista Veja no último final de semana, de suposto uso partidário do PMDB e do PTB em sua pasta.

A informação é do líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP). Ele disse que o ministro vai apresentar seus argumentos que, no entendimento do líder petista, têm sido consistentes e convincentes até agora.

A revista Veja traz uma entrevista com o ex-diretor financeiro da Conab, Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Na matéria, Jucazinho, como é conhecido, afirma que há um consórcio entre o PMDB e o PTB para controlar a estrutura do ministério e arrecadar dinheiro. Ele foi exonerado na semana passada. À presidente Dilma Rousseff, o senador pediu desculpas pelas denúncias do irmão.

“Só tem bandido”
Nas mais de seis horas de entrevista, Oscar Jucá Neto não poupa seus antigos companheiros de ministério. Diz que o ministro Wagner Rossi lhe ofereceu dinheiro quando sua situação ficou insustentável. “Era para eu ficar quieto”, afirma. “Ali só tem bandido.”

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Estratégia
A estratégia dos governistas de levar Rossi ao Congresso visa reduzir os danos provocados pelas acusações feitas por Oscar Jucá Neto. A expectativa é que o ministro tenha um desempenho capaz de encerrar o assunto. A intenção é evitar o que aconteceu no caso de Antonio Palocci, que evitou dar explicações sobre as denúncias publicadas contra ele e acabou ficando com sua situação insustentável na Casa Civil.

O depoimento foi marcado sem que sequer tenha sido votado um requerimento solicitando a presença de Rossi. O pedido para o depoimento será votado só na quarta-feira e a audiência acontecerá em seguida.

No Senado
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse nesta terça-feira (2) que a base do governo concorda que os ministros dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; da Agricultura, Wagner Rossi; do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, e das Cidades, Mario Negromonte, prestem esclarecimentos aos senadores na semana que vem, desde que sejam convidados e não convocados.

Alvo de requerimento de convocação, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, é o único que não deve ir ao Senado, de acordo com o líder do governo. Para Jucá, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) não está subordinada diretamente a Lobão. Segundo a revista Época, diretores da ANP cobraram propina para acelerar e facilitar o andamento de processos.

Com informações da Folha.com e da Agência Brasil



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