Corrupção, Nacional
Atualizado em: 14/09/2011 - 11:32 am

Ex-ministro do Turismo, Pedro Novais (Foto: Ag. Brasil)

O ministro do Turismo, Pedro Novais, deve entregar, ainda nesta quarta-feira (14), a carta de demissão dele ao Palácio do Planalto. Novais pede demissão após denúncias de que havia empregado a esposa, Doralice Bento de Sousa, como secretária parlamentar por sete anos, quando Novais exercia o mandato de deputado federal.

Em nota, o Ministério do Turismo confirmou que Doralice trabalhou como secretária parlamentar no gabinete do então deputado Pedro Novais até dezembro de 2010, “dando apoio administrativo ao deputado e aos outros funcionários”.

Em maio deste ano, no entanto, a esposa do ministro passou a ser funcionária da empresa terceirizada “Visão Administração e Serviços”, que, segundo matéria do jornal Folha de São Paulo, recebe R$ 1,5 milhão por ano, para fornecer mão de obra ao ministério.

Dilma vai ouvir
A presidente Dilma Rousseff afirmou que vai conversar ainda nesta quarta-feira (14) com o Novais, para ouvir explicações e avaliar a situação após as denúncias. “Hoje vamos encaminhar isso, avaliar qual é a situação, e avaliar as medidas cabíveis de forma muito tranquila”, declarou Dilma.

Outras denúncias
Outra denúncia feita, pela Folha nesta quarta-feira (14), afirma que a mulher do ministro usa, irregularmente, um funcionário da Câmara dos Deputados como motorista particular. Essas, no entanto, não são as únicas denúncias envolvendo Pedro Novais.

Logo ao assumir o comando do Ministério do Turismo, ele foi acusado de pagar uma estada em motel com dinheiro da verba indenizatória. Além disso, durante a administração dele, a pasta foi alvo da Operação Voucher, da Polícia Federal, em que várias pessoas foram presas.

Na época, setores do PMDB defenderam a demissão de Novais, que só agora foi realizada. Pedro foi indicado para o cargo de ministro pelo líder da bancada do partido, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (RN). Com a demissão, o PMDB já está a procura de um substituto.

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