Lava Jato
Atualizado em: 07/06/2017 - 12:20 pm

Moro ouve ex-executivos da Odebrecht em processo que tem Lula como réu

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, ouvirá nesta quarta-feira (7) três testemunhas de acusação no segundo processo que tem o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como réu, na Justiça Federal do Paraná.

A audiência está marcada para as 14h e ocorrerá presencialmente, em Curitiba.

Serão ouvidos: Hilberto Mascarenhas, Márcio Faria e Rogério Araújo. Todos eles são ex-executivos da Odebrecht e delatores da Lava Jato.

Propina
Nesta ação penal, o Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente de receber como propina um terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do petista, em São Bernardo do Campo (SP).

Troca
De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, esses imóveis foram comprados pela Odebrecht em troca de contratos adquiridos pela empresa na Petrobras.

Crimes
Lula responde, neste processo, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Outras sete pessoas também são rés. A ex-primeira dama Marisa Letícia chegou a ser acusada, contudo, Moro decretou a impossibilidade de puni-la. Marisa Leticia morreu em fevereiro deste ano.

Lula nega
O ex-presidente nega as acusações, e o Grupo Odebrecht tem afirmado que tem colaborado com as investigações. Instituto Lula afirmou que “nunca teve outra sede a não ser o sobrado onde funciona até hoje, adquirido em 1990 pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Trabalhador (IPET)”.

Denúncia
A Construtora Norberto Odebrecht pagou propina a Lula via aquisição do imóvel onde seria construída nova sede do Instituto Lula, em São Paulo, segundo o MPF. O valor, até novembro de 2012, foi de R$ 12.422.000, afirmam os procuradores. Conforme a força-tarefa a Lava Jato, o valor consta em anotações de Marcelo Odebrecht, planilhas apreendidas durante as investigações e dados obtidos a partir de quebra de sigilo.

A denúncia afirma também que o ex-presidente recebeu, como vantagem indevida, a cobertura vizinha à residência onde vive em São Bernardo do Campo, interior de São Paulo. De acordo com o MPF, foram usados R$ 504 mil para a compra do imóvel.

Outro processo
No outro processo em que o ex-presidente responde no âmbito da Lava Jato, na Justiça Federal do Paraná, os procuradores da força-tarefa da Lava Jato citam três contratos da OAS com a Petrobras e disseram que R$ 3,7 milhões foram pagos a Lula como propina. O ex-presidente nega as acusações. Eles afirmaram que a propina se deu por meio da reserva e reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo, e do custeio do armazenamento de seus bens.

Final
Esta ação penal já está na fase final, das alegações finais. Na sexta-feira (3), o MPF pediu prisão do ex-presidente Lula e pagamento de R$ 87 milhões em multas no caso do triplex. Agora as defesas de Lula e dos demais réus devem protocolar as alegações finais para, então, haver uma sentença do juiz federal Sérgio Moro. O prazo para os defensores contestarem os argumentos do MPF, dentro do processo, vai até o dia 20 de junho.

Com informações do G1



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