Nacional
Atualizado em: 01/07/2011 - 9:40 pm

Da Redação do Jangadeiro Online

O livro "Por uma vida melhor", do MEC, causou polêmica ao trazer frases com erro de concordância em uma lição que apresenta a diferença da norma culta e a falada

O Ministério Público Federal (MPF) arquivou o inquérito civil instaurado contra o Ministério da Educação (MEC), para apurar irregularidades na distribuição, para turmas de jovens e adultos, do livro didático “Por uma vida melhor”.

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O livro causou polêmica, porque tem frases com erro de concordância em uma lição que apresenta a diferença da norma culta e a falada. No texto, a autora da obra defende que os alunos podem falar de “jeito errado”, mas devem atentar para o uso da norma culta, cujas regras precisam ser dominadas.

Argumentos
De acordo com o procurador da República no Distrito Federal Peterson de Paula Pereira, “não há elementos plausíveis indicativos de que o livro ‘ Por uma vida melhor’ esteja a propagar o ensino errado da língua portuguesa”.

Cerca de 484 mil exemplares da obra foram distribuídos. Desde o início da polêmica, o MEC se negou a recolher o material, sob o argumento de que eles não estavam incorretos, mas apresentam o debate sobre as variações linguísticas.

Críticas
A Academia Brasileira de Letras (ABL) condenou a posição da autora e criticou o MEC por defender o livro. Por conta da polêmica, o ministro Fernando Haddad foi convocado ao Senado Federal, para explicar a questão, onde foi criticado pela oposição.

Defesa
No pedido de arquivamento do caso, ele defende que a discussão sobre a obra na mídia transmitiu “a ideia de que o livro pudesse ensinar a Língua Portuguesa de modo errado aos estudantes, quando, na verdade, o MEC propôs à sociedade a introdução e reflexão acerca da linguística”.

O procurador argumentou que “o estudo do comportamento da língua, pelo contrário, reafirma o papel social do Estado em fomentar o respeito à dignidade da pessoa humana e afastar preconceitos, entre os quais o linguístico, que, como comprovado pelas recentes publicações jornalísticas, infelizmente ainda existe no nosso meio”.

Com informações da Agência Brasil



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