Corrupção
Atualizado em: 20/07/2011 - 10:01 pm

As mudanças a conta-gotas na área de transportes têm aumentado a irritação do Partido da República (PR) com a presidente Dilma Rousseff. Nesta quarta-feira (20), mais três servidores foram afastados do setor depois de uma série de denúncias de corrupção e do suposto funcionamento de um esquema de propina sobre os contratos de transportes que beneficiaria o PR. O PR nega as acusações.

O Diário Oficial desta quarta trouxe as exonerações de Eduardo Lopes, funcionário do ministério, e de Cleilson Queiroz e Pedro Ivan Guimarães Rogedo, que saíram da Valec (a estatal de ferrovias).

O líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), criticou a atitude do novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e do governo nas exonerações. “Lamento essa atitude de mandar gente embora do ministério a conta-gotas. O ministro deve fazer um exame minucioso, não tendencioso dos seus quadros”, disse à Reuters.

Ajustes
Para o ministro, há necessidade de ajustes. Ele afirmou ter autonomia para fazê-los e a confiança da presidente, que está a par de suas decisões.

Segundo o líder do PR na Câmara, o governo também erra ao não detalhar os motivos dos afastamentos. Isso porque haveria servidores que não são envolvidos com as denúncias e estão sendo exonerados por conta da montagem da nova equipe do ministro. Para o líder, sem as explicações necessárias, fica a conclusão de que “todos são culpados”.

Limpeza no setor
Desde o dia 2 de julho, já foram afastadas 15 pessoas do Ministério dos Transportes, da Valec e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). E a ordem da presidente ao novo ministro é que seja feita uma limpeza no setor e ele tem carta-branca para fazer as mudanças que achar necessárias sem negociar com os aliados.

Lincoln criticou a postura da presidente por tomar decisões com base em denúncias da mídia, que ainda não teriam sido comprovadas pelos órgãos de controle ou investigações oficiais.

“A presidente tem todo direito de promover as mudanças que quiser, ainda mais para proteger a coisa pública, pela probidade administrativa… Mas podia ter agido assim no caso Palocci“, disse, referindo-se ao ex-chefe da Casa Civil, afastado depois que foram levantadas suspeitas sobre seu aumento patrimonial.

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Com informações do Estadão



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