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Atualizado em: 13/09/2018 - 11:21 am

Nomeado por Lula, Toffoli chega à presidência do STF. Foto: Divulgação

Nove anos após chegar ao STF (Supremo Tribunal Federal) nomeado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na esteira de serviços prestados ao PT e ao governo, o ministro José Antonio Dias Toffoli, 50, natural de Marília (SP), assume nesta quinta-feira (13) a presidência da corte.

Devido à sua ligação histórica com o partido e à falta de credenciais acadêmicas, Toffoli foi visto à época como despreparado para o cargo. Fora reprovado duas vezes em concursos públicos para a magistratura e não possuía títulos de mestrado e doutorado.

De lá para cá, construiu uma reputação de ponderação, deu mostras de que cortou o cordão umbilical com o PT, estudou casos a fundo e montou uma equipe de primeira. Mas é o DNA político do novo presidente que hoje é visto como um ativo por ministros do STF.

Capital
A experiência com o Executivo e o Legislativo lhe rendeu capital político, na avaliação de colegas -atributo que deverá ser útil na nova função em um momento de protagonismo do Judiciário. O magistrado tem dito a interlocutores que, à frente do Supremo, pretende se entender com quem quer que seja eleito, de Jair Bolsonaro (PSL) a Guilherme Boulos (PSOL).

Toffoli assumiu uma cadeira no Supremo em outubro de 2009, em substituição ao ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que morrera um mês antes. Foi advogado-geral da União (2007-09) e subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil (2003-05) nos governos Lula. Atuou na Prefeitura de São Paulo em 2001 na gestão de Marta Suplicy, então no PT, assessorou a liderança do partido na Câmara dos Deputados (1995-2000), foi assessor parlamentar na Assembleia paulista (1994) e consultor da CUT (1993). Também ministrou disciplinas de direito constitucional e direito de família no UniCEUB, em Brasília (1996-2002).

Expectativa
“A expectativa [com o novo presidente] é muito boa. Conheço Toffoli há mais de 20 anos, somos da mesma turma da São Francisco”, disse o colega do Supremo Alexandre de Moraes. Toffoli se formou na tradicional faculdade da USP em 1990. “Experiente jurídica e institucionalmente, ele tem bom trânsito nos três Poderes e um perfil agregador”, acrescentou Moraes.

Para o ministro Gilmar Mendes, Toffoli “se preocupa com a imagem do STF e não pretende que este se sobreponha aos demais Poderes”. “Para o Judiciário como um todo, do ponto de vista administrativo, o CNJ [Conselho Nacional de Justiça] é mais importante que o STF. Diante dos atrasos acumulados, ele sabe que não pode perder tempo”, disse.

Com informações da Folha



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