Greve, Nacional
Atualizado em: 09/08/2012 - 10:16 am

Dilma Rousseff. Foto: Agência Brasil

A greve dos servidores federais ganhou a adesão de policiais rodoviários e ameaça se tornar a paralisação mais ampla do funcionalismo desde o começo do governo Lula (2003-2010), desafiando a gestão da presidente Dilma Rousseff. A informação é destaque do jornal  Folha de S. Paulo.

Não bate
Segundo a reportagem, os números oficiais e do movimento não batem. Nas contas sindicais, ao menos 27 órgãos federais foram diretamente afetados, entre greves, suspensão temporária de trabalho ou operações-padrão.

Prejuízos
As paralisações já prejudicam o cotidiano da população. Na quarta-feira (08), pelo menos oito estradas ficaram congestionadas por causa de uma fiscalização intensa de veículos. Aeroportos e até a área da saúde, com a retenção de remédios importados em depósitos, estão sendo afetados. Universidades federais estão paradas há quase três meses.

Negociação
Em Brasília, grevistas tentaram subir a rampa do Palácio do Planalto, mas foram contidos por policiais. Até agora, o governo negocia apenas com funcionários de universidades federais.

Discussão
O ministro responsável por negociar com movimentos sociais, Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), foi vaiado e chamado de traidor em um congresso por manifestantes da CUT, tradicional braço sindical do petismo.

“Traidor, traidor”, ouviu. “A greve continua. Dilma a culpa é sua!”. Carvalho discutiu aos gritos com a plateia.

Ao fim, o presidente da CUT, Vagner Freitas, comentou: “Se eu fosse presidente, destituía o ministro.”

“Houve greves grandes, mas eram concentradas em um setor. Essa tende a se ampliar”, disse Artur Henrique, dirigente da CUT.

Punição
A decisão do governo de punir grevistas com descontos e não conceder reajustes acirrou os ânimos. Outra medida que desagradou servidores foi um decreto, de julho, facilitando a troca de grevistas por funcionários estaduais e municipais.

“Irreal”
Para os sindicatos, há mais de 300 mil funcionários parados entre os 573 mil servidores. O Ministério do Planejamento diz que isso é irreal.

Com informações da Folha de S. Paulo



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