Opinião
Atualizado em: 06/09/2011 - 10:58 am

Acompanhamos a mobilização dos governos e dos políticos pelo aumento dos impostos, de mais arrecadação, segundo eles, para financiar o sistema público de saúde falido. Acompanhamos também pelo noticiário crianças e adultos morrendo à míngua por falta de atendimento nos hospitais, que alegam falta de condições. A presidente Dilma afirma que faltam recursos para o setor e transfere para seus aliados no Congresso Nacional a tarefa de arrancar o dinheiro, saia de onde sair.

É claro que com esse tipo de convocação, os políticos atrelados ao governo, profissionais que abocanham supersalários sem nunca ter trabalhado e que não derramam o suor e lágrimas do contribuinte, não vão medir as consequência para dar a solução que a presidente cobra. Vemos aqui mesmo no Ceará, os jornais anunciando que o governador Cid Gomes lidera uma articulação de governadores que apoiam a criação de novo imposto para a saúde.

Duvidamos que se mobilize esse tipo de apoio regional e nacional para reaver os bilhões desviados da própria saúde pelos mesmos aliados que se anunciam agora empolgados para meter a mão no bolso do contribuinte, o único que vai terminar apenado por crimes que não cometeu. Duvidamos que governadores, inclusive o do Ceará, se movimentem em prol da CPI que se tentou instalar no Congresso, depois da queda em série de ministros e gestores envolvidos nas denúncias de corrupção no governo.

Duvidamos que os aliados do governo desistam da ideia do financiamento público para as campanhas eleitorais, rejeitada pela maioria da população em pesquisa nacional, mas que continua sendo defendida inclusive aqui na tribuna da Assembléia Legislativa por deputados do PT. Bem que esses recursos que sobram para esse tipo de proposta poderiam ser canalizados para o problema da saúde pública. Por que os bilhões propostos para aumento dos salários dos ministros de tribunais não são poupados para financiar a saúde pública em insolvência?

O governador Cid Gomes teria o apoio de todos os cearenses, se mobilizasse seus colegas governadores, com o seu prestígio e liderança, não para sangrar ainda mais o contribuinte debilitado, mas para ir direto às fontes capazes de bancar a solução do grave problema, mas que continuam sendo toldadas e esgotadas ardilosamente pelas mãos sujas e ambiciosas dos seus aliados. É disso que se precisa cuidar para acabar com as “explosões” que sucedem impunemente dos caixas-fortes públicos do País pelas quadrilhas oficiais.

Wanderley Pereira é jornalista da TV Jangadeiro



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