Opinião
Atualizado em: 06/02/2012 - 4:40 pm

Comentário exibido no Programa Barra Pesada

Mais um fim de semana violento, como sempre. Muitas mortes no trânsito e até em incêndio num parque de diversões. Foram quase vinte homicídios em apenas 48 horas. Estamos quase iguais à Bahia, onde em seis dias ocorreram 89 assassinatos, pouco mais de 14 por dia. Mas lá tem a greve dos policiais militares, como já tivemos aqui também.

Aqui estamos com a polícia nas ruas, mas mesmo assim os gráficos criminais não baixam. A desculpa do governo é de que a violência é um fenômeno mundial. Não é por isso que vamos nos acostumar com ela. Achar que é uma coisa normal. Se aceitarmos essa premissa, estaremos condenados a um inferno em vida, com o fim da civilização.

São Paulo não tem como comparar com Fortaleza, mas a polícia paulista conseguiu derrubar os índices de homicídio. Está em primeiro lugar em redução da criminalidade, considerando-se sua enorme população. Hoje é a maior cidade do mundo com 19 milhões de habitantes. Fortaleza tem 2,5 milhões. Isso mostra que temos uma segurança pública superada, que não consegue dar respostas concretas ao problema crescente da violência.

Chegamos a uma segurança pública tão vulnerável que o policial tem que negar sua identidade se não quiser ser morto pelos criminosos. O problema não é de viatura para meter medo nos infratores. Eles não têm medo.

A solução é tornar a segurança moderna, é claro, mas sobretudo mais inteligente nos seus métodos de lidar com o crime. Do contrário, vamos sucumbir numa tragédia de violência sem precedente. Algo tem que ser feito, agora!



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