Opinião
Atualizado em: 20/05/2013 - 10:24 am

Opinião: Quem tem medo da qualidade?

Opinião: Quem tem medo da qualidade?

O Gestor Público Luis Eduardo Menezes escreveu artigo para o blog em que chama atenção para uma prática bastante presente na política brasileira: A preferência de alguns políticos pela nomeação de amigos e parente ao invés de técnicos ou profissionais capacitados. Acompanhe e também deixe a sua opinião.

“Quem tem medo da qualidade?

O que leva um governante, que tem quatro anos para realizar o tanto que foi prometido durante a campanha, a se assessorar de pessoas com pouca capacidade de auxiliá-lo nas transformações desejadas?

Seria a incapacidade de formar uma boa equipe? Os famosos apoios durante a campanha? As coligações? Seriam as amizades? A família? Esta última tocada pela Lei do nepotismo ?.

Os governantes que também são empresários fazem este mesmo modelo nas suas empresas? Não, certamente não, pois se o fizessem teriam falido.

Precisamos de profissionais capacitados. Não há espaço para amador quando se quer fazer a coisa certa, sustentável e em tempo relativamente curto.

Existem modelos devidamente testados. Tenho debatido sobre esse assunto e entendo que a certificação de gestores pode ser uma excelente ferramenta para guiar escolhas. Ela é capaz de produzir uma reserva de profissionais, que, por terem se submetido a avaliações técnicas e comportamentais, tenham demonstrado aptidões para exercer cargos gerenciais quando necessário.

Esse “banco” apresentará pessoas avaliadas por níveis estratégico, tático e operacional, assim como nas áreas de maior domínio técnico.

A questão de fundo, contudo, é saber se os Governantes abririam mão de indicar pelos métodos tradicionais para escolher profissionais capacitados e certificados para assumir funções de gestores públicos.

Enquanto essa revolução não se produz, é bom que comecemos o debate.”

Luis Eduardo Menezes é Gestor Público.



15 comentários







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Tais | segunda-feira maio 20 2013 | 10:42

Bom questionamento, boa reflexão! Só quem sai perdendo somos nós.

Omar Jacob | segunda-feira maio 20 2013 | 10:51

Boa reflexão. É preciso mais eficiência, profissionais capacitados e gabaritados, com a experiência necessária para dar o ritmo necessário ao serviço público.

Amilton Loyola | segunda-feira maio 20 2013 | 11:03

Concordo. Mesmo que sendo ilegal, ainda vemos a prática do nepotismo bastante generalizada. Mas também discordo quando dizem que na família não possa haver pessoas capazes de exercer determinadas funções. Sendo assim, tal pessoa seria contratada como uma técnica de fato no cargo, e não apenas por ser familiar ou amigo. Acredito ainda na política brasileira, não na forma que se encontra, mas que um dia poderá ser algo de completa positividade para o País.

Leda | segunda-feira maio 20 2013 | 11:17

A criação de um banco de servidores qualificados é uma excelente ideia. Mas como exigir que os governantes contratem estes servidores e não familiares ou indicados? Afinal, de nada adiantaria ter uma ferramenta tão importante e ela não ser utilizada… Melhor do que este cadastro seria contarmos mesmo é com a moralidade de nossos gestores…

Thiago Barros | segunda-feira maio 20 2013 | 11:23

Essa é uma reflexão que deveríamos fazer mais vezes. Será a tecnocracia um modelo a ser seguido no país? Parabéns pelo excelente post.

João Benevides | segunda-feira maio 20 2013 | 11:24

Finalmente alguém para trazer essa reflexão! Gestores certificados, com perfil técnico para exercer o cargo com compromisso!!

Wanderley Filho | segunda-feira maio 20 2013 | 11:27

Mais do que oportuno e pertinente esse artigo. Acrescentaria ao grupo um tipo cujo parentesco não é definido pelo sangue, mas pela ideologia: são os correligionários. Então, temos as famosas indicações políticas, os parentes e os partidos, tomando o lugar de técnicos. Não pode dar certo. Prefeita a analogia com empresas, onde a lógica da eficiência prevalece, em prol de todos.

Luisa Ayres | segunda-feira maio 20 2013 | 11:28

E tem que ter fiscalização constante pra coibir a prática do nepostismo, ainda tão comum na esfera pública.

Déborah | segunda-feira maio 20 2013 | 11:58

Muito boa a reflexão. Um bom governante precisa de uma boa equipe com profissionais capacitados que consigam fazer o melhor.

Roberta Tavares | segunda-feira maio 20 2013 | 12:01

Parabéns! Ótima reflexão.

Laura | segunda-feira maio 20 2013 | 12:20

Boa reflexão. Na verdade, falta ao governante, ou mesmo políticos, observar a administração pública da forma correta. Mas, o problema são os conchavos políticos, que, muitas vezes, traz para o espaço público amadores. Mas, creio, que ainda dá tempo para refletir e trazer coisa nova para gestão pública.

Camila Rocha | segunda-feira maio 20 2013 | 14:42

O debate é fundamental e, acredito que, pouco a pouco, tem pautado as administrações públicas. É preciso discutir cada vez mais com a sociedade e com o poder público formas de se alcançar esse ideal.

Liliana | segunda-feira maio 20 2013 | 16:03

Excelente reflexão e muito oportuna. Só tem um detalhe, será que esse modelo caberia num país onde os conchavos políticos são levados mais a sério do que o bem comum???

Monique Oliveira | segunda-feira maio 20 2013 | 16:40

Interessante o artigo! Vamos ficar de olho também.

Kamilla | segunda-feira maio 20 2013 | 16:40

Interessante quando ele faz a comparação com empresários. Na política, estamos falidos!