Bastidores
Atualizado em: 17/04/2011 - 2:10 pm

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, levantou questionamentos sobre a real necessidade de se promover um novo plebiscito sobre a venda de armas, dentro da campanha de desarmamento no Brasil.

Na entrevista, disponível no Portal do Conselho Federal da OAB, fica clara a rejeição do representante da Ordem diante da proposta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de um plebiscito nacional sobre o comércio de armas de fogo.

O plebiscito pode ser uma cortina de fumaça para desviar o foco dos reais problemas de segurança que devem ser enfrentados pelo governo, além de se constituir num desrespeito à vontade popular legitimamente expressada no referendo de 2005″, disse Ophir.

Para o presidente da OAB, o país precisa muito mais de um plano nacional de segurança pública que objetive combater o comércio ilegal de armas e munição, do que a realização de um plebiscito para, simplesmente, manifestar a opinião da população.

“Hoje se vive no Brasil uma verdadeira guerra civil urbana pela ausência de uma política clara, consistente e efetiva de combate à criminalidade e o tráfico de armas”, afirmou.

Ainda segundo Ophir Cavalcante, o governo brasileiro precisa tratar da questão da segurança pública como um problema social macro. “É necessário um olhar nacional e global a respeito de uma política de segurança pública para nosso País”, destacou Ophir.



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