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Atualizado em: 12/06/2011 - 10:59 am

Foto: Agência Brasil

O jornal Folha de São Paulo deste domingo (12) trouxe nova pesquisa do Instituto Datafolha, realizada nos dias 9 e 10 de junho, mostrando que a imagem do governo se manteve estável, apesar da crise que culminou na saída de Antônio Palocci da Casa Civil, enquanto a imagem pessoal da presidente Dilma sofreu abalos. 

Imagem do governo
Cerca de 49% dos entrevistados consideram a gestão Dilma como ótima ou boa. No levantamento anterior, de março, eram 47%. Foram ouvidas 2.188 pessoas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Como a variação não ultrapassou a margem, os números mostram momento de estabilidade.

A imagem de Dilma
O episódio da saída de Palocci da Casa Civil, no entanto, deixou marcas na opinião pública, especialmente na forma como a presidente dilma é vista. Para 60% dos brasileiros, a imagem de “decidida” da presidenta caiu 17 pontos, de 79% em março, para 62% em junho.

Outros aspectos da imagem pessoal da presidente também foram atingidos. Os que consideram Dilma “muito inteligente” caíram de 85% para 76%. Dos 65% que a consideram “sincera”, agora são 62%. A imagem de “autoritária” também caiu de 44% para 41%.

Lula no governo
Para os entrevistados, a presença de Lula atuando como eminência parda do governo é desejável. Para 64% dos brasileiros, o ex-presidente deve mesmo participar das decisões de Dilma. Segundo o Datafolha, os menos escolarizados são os que mais defendem a participação de Lula no governo – 69% na faixa do ensino fundamental – enquanto, entre os que têm ensino superior, essa aprovação cai para 45%.

Economia preocupa
Em relação à economia, o quadro começa a ceder diante de expectativas mais pessimistas. A preocupação maior é entre os mais pobres. Pelo levantamento, 51% diz acreditar que a inflação vai continuar subindo (eram 41% em março). Houve também queda de dez pontos percentuais (de 43% para 33%) no total dos que acreditam que o poder de compra vai aumentar.

Apesar de a maior parte dos brasileiros achar que a economia vai melhorar (42%) ou ficar como está (37%) nos próximos meses, o índice dos que apostam em dias piores subiu de 9% para 17% nos últimos três meses.

Com informações do jornal Folha de São Paulo



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