Lava Jato
Atualizado em: 29/08/2017 - 4:33 pm

Imagem mostra o doleiro Lúcio Funaro deixando a superintendência da Polícia Federal em Brasília, no último dia 11 de agosto. Foto: Reprodução/GloboNews

A Procuradoria Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a delação premiada do doleiro Lúcio Funaro para homologação. O conteúdo da colaboração está sob sigilo.

Funaro assinou o acordo com a PGR no último dia 22 e o caso foi remetido ao STF porque o doleiro citou nos depoimentos nomes de pessoas com foro privilegiado, entre as quais o presidente Michel Temer.

A homologação da delação premiada caberá, a partir de agora, ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo.

Antes disso, juízes auxiliares do ministro ouvirão o delator para confirmar se ele fechou o acordo de livre e espontânea vontade ou se foi pressionado – como é a praxe.

Trâmite
Se homologada, a delação de Funaro voltará para análise da Procuradoria Geral da República, que poderá usar as informações em investigações já em andamento ou pedir a abertura de novos inquéritos. É possível, também, que os dados fornecidos pelo doleiro sejam usados em uma eventual nova denúncia da PGR contra Michel Temer.

E ainda
A delação de Funaro e a utilização dela em procedimentos deverá ser um dos últimos atos do mandato de Rodrigo Janot, que termina no próximo dia 17 de setembro. Depois, assume a subprocuradora Raquel Dodge. Funaro já fez acordo de colaboração em desdobramento do processo do mensalão do PT em 2013 em troca de perdão judicial.

Com informações do G1



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