Luto
Atualizado em: 13/08/2018 - 10:31 am

Pioneiro no jornalismo de dados, Cláudio Weber Abramo morre aos 72, em SP

Um dos maiores especialistas em combate à corrupção do país, o jornalista paulistano Cláudio Weber Abramo morreu na noite deste domingo (12) aos 72 anos em São Paulo.Abramo foi editor de economia da Folha de S.Paulo (1987) e secretário-executivo de Redação da Gazeta Mercantil (1987-88).

Contribuiu com outras publicações como o jornal Valor Econômico. Em 2017, cofundou a Dados.Org, organização dedicada à coleta, organização e disseminação de informações provenientes do poder público.

Abramo era filho de Cláudio Abramo, um dos mais importantes jornalistas de sua geração, que dirigiu a Folha e o Estado de S.Paulo. Sua mãe, Hilde Weber, foi a primeira chargista mulher da imprensa brasileira, cuja obra o filho vinha trabalhando para organizar em um acervo com acesso do público.

Abramo deixa quatro filhos, Luis Raul e João Baptista, do casamento com Sílvia Pompeia, Lucas e Caio, do casamento com Maria Augusta Fonseca, e a enteada Isabel, do casamento com Cristina Penz. Tinha seis netos, Tomás Antônio, João Pedro, Guilherme, Manuela, Maria Luísa e Mariana.

Velório
Abramo será velado na Funeral House, na rua São Carlos do Pinhal, 376, e cremado nesta segunda-feira (13) no crematório da Vila Alpina, a partir das 14h30. Internado no Hospital Samaritano, ele não resistiu a complicações do tratamento de um câncer no intestino.

Mestre
Formado em matemática pela USP, mestre em lógica e filosofia da ciência pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Abramo cofundou em 2000 e comandou por quase 15 anos a Transparência Brasil. Entre os projetos da Transparência, o Excelências, banco de dados sobre o histórico da vida pública de parlamentares, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo em 2006.

Pioneiro
Abramo foi pioneiro no jornalismo de dados com o projeto Às Claras, plataforma que organizava e disponibilizava gastos das eleições. Sua atuação foi fundamental para a aprovação da Lei de Acesso à Informação, com a pressão feita pela Transparência Brasil e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) para que o projeto fosse sancionado. Com espírito crítico e questionador, instigava jornalistas a perseguirem a informação sem se conformarem com as burocracias impostas pelo poder público. Mesmo tratando o câncer, Abramo​ se manteve em atividade. Em artigo publicado pela Folha no dia 20 de julho, tratou dos riscos de a lei de proteção de dados pessoais dificultar o acesso à informação e ampliar arbitrariedades.

Com informações da Folha



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