Greve
Atualizado em: 18/11/2016 - 8:24 pm

Professores de federais do Ceará decretam greve até votação da PEC do Teto

Professores de federais do Ceará decretam greve até votação da PEC do Teto

Professores das universidades federais do Ceará (UFC) e do Cariri (UFCA) e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) decidiram nesta sexta-feira (18), em assembleia, decretar greve por tempo determinado em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita gastos do governo federal por 20 anos.

A paralisação vai começar na próxima terça-feira (22) e deve se estender até dia 13 de dezembro, quando está prevista a votação da PEC no Senado.

Os docentes se unem aos movimentos dos servidores técnico-administrativos, que decretaram greve no dia 27 de outubro, e dos estudantes da UFC, que ocupam espaços dos campi da universidade desde o dia 4 de novembro. Na UFCA, a ocupação dos estudantes começou na semana seguinte.

Até a votação
A proposta de fazer greve até a votação da PEC 55 veio após os professores rejeitarem a deflagração de greve por tempo indeterminado em plebiscito realizado nos dias 30 de outubro e 1º de novembro. Na assembleia desta sexta-feira, 211 docentes votaram a favor da paralisação e 190, contra.

Objetivo
De acordo com o professor Leonardo Monteiro, presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Adufc), o objetivo da greve é intensificar a mobilização pela não-aprovação da PEC 55. “Esperamos que toda essa mobilização nacional tenha efeitos positivos na tramitação da PEC 55, que afeta diretamente os investimentos na educação pelos próximos 20 anos e vai ser um retrocesso no ensino, pesquisa e extensão, impactando toda a ciência, o ensino e a tecnologia no país por esse longo período de tempo. Buscamos sensibilizar não só a comunidade universitária, mas toda a sociedade, pois esses impactos serão negativos para toda a população, já que a universidade é um centro de estudos, informações e de tecnologia.”

A Adufc vai comunicar oficialmente os reitores das universidades até terça-feira, quando será instalado o comando de greve.

PEC
A chamada PEC do Teto de Gastos tem o objetivo de limitar o crescimento das despesas do governo pelos próximos 20 anos. O governo argumenta que a medida é necessária para reequilibrar as contas públicas nos próximos anos e impedir que a dívida do setor público, que atingiu 70% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto deste ano, aumente.

Diferentemente de outras áreas, as áreas de saúde e educação tiveram o limite traçado pelo mínimo a ser gasto e não o máximo das despesas. Em 2017, os dois setores não estarão sujeitos à limitação de gastos, apenas a partir de 2018, segundo o governo.

Com informações da Abr



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