Ceará
Atualizado em: 07/09/2013 - 5:47 pm

Profissionais migram para Mais Médicos para aumentar salário; Também há casos em Fortaleza

Profissionais migram para Mais Médicos para aumentar salário; Também há casos em Fortaleza

Deu no Folha Online: Médicos responsáveis pelo atendimento primário em 12 capitais brasileiras conseguiram burlar as regras do programa “Mais Médicos”. Eles se inscreveram e foram convocados pelo programa do Governo Federal para atuar em postos de saúde e unidades de atenção básica dessas mesmas cidades.

Troca
Em alguns desses casos, os profissionais trocaram salários inferiores a R$ 3.000, pagos pela prefeitura e pelo governo do Estado, pelos R$ 10 mil da bolsa do programa do governo federal.

Espertinho
Essa troca de vínculo contraria as regras do Mais Médicos, que tem como objetivo principal reduzir o déficit de profissionais nas periferias das capitais e em municípios pobres do interior do país.

Lá e cá
Levantamento nas capitais do país localizou, em 12 delas, aos menos 22 profissionais que aparecem tanto no cadastro de profissionais de atenção básica como na lista dos convocados para preencher vagas na primeira fase do programa federal.

Deles, alguns desistiram; outros já começaram a atuar. Entre os 22, 10 são chefes de equipes de saúde da família. Esses profissionais, em alguns casos, foram escalados pelo Mais Médicos não apenas na mesma capital, mas também no mesmo posto de saúde em que atuava no contrato com a prefeitura.

Fortaleza
Em Fortaleza, o Mais Médicos teve efeito contrário no posto do bairro Conjunto Alvorada. A médica e chefe de equipe Soeli Teresinha, que trabalhava no local, preferiu aderir ao programa federal e se mudou para outro posto. Resultado: das três equipes de Saúde da Família, uma ficou sem médico.

Erro?
A médica Greysiani Barbosa, 35, concursada da prefeitura desde 2006, se inscreveu no Mais Médicos pelo salário maior. “Na hora que fui escolher apareceu a opção Fortaleza, então eu ia discutir? Não sei se foi erro do ministério ou se foi porque eles deram essa opção”, afirmou a médica, chefe de equipe de saúde da família, que, mesmo convocada, desistiu do Mais Médicos depois de uma gratificação anunciada pela prefeitura.

Outros casos
Em Salvador, dois profissionais que fizeram a migração da prefeitura para o Mais Médicos também continuam nos mesmos postos de saúde em que já trabalhavam. Um deles é o ex-vereador Celso Coelho, 65, hoje no PT.

Em Campo Grande, a Secretaria de Saúde confirmou a migração da clínica Denise Maria Rissato Camilo para o programa do governo federal. O salário dela vai pular dos atuais de R$ 2.353,07 para os R$ 10 mil do Mais Médicos.

Prefeitos
Na semana passada, iniciativa de alguns prefeitos de demitir profissionais e trocá-los pelos bolsistas do Mais Médicos, para aliviar as contas dos municípios.

Resposta do Ministério
Na ocasião, em nota, o ministério citou a existência de filtros preventivos no sistema de cadastro dos profissionais para evitar essas migrações.

E afirmou que “todos os médicos que já estavam cadastrados na Atenção Básica de um determinado município foram impedidos de se inscrever no programa para atuar nesta mesma localidade, o que impede a migração de profissionais para a bolsa do Mais Médicos dentro de uma mesma cidade”.

Com informações do Folha Online



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