ALEC
Atualizado em: 13/09/2018 - 9:00 am

O presidente da AL falou com a imprensa após encerrar sessão por baixo comparecimento. Foto: Máximo Moura

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), Zezinho ALbuquerque (PDT), defende que o recesso branco na Casa comece na próxima quinta-feira, 20 de setembro. Com isso, o retorno das atividades ficaria para após o primeiro turno das eleições, em outubro.

Ele pondera, no entanto, que a decisão deve ser tomada pelo colegiado e já agendou para a próxima quarta-feira, 19, uma reunião com a Mesa Diretora e o Colégio de Líderes para tratar do assunto.

“O que eu vou sugerir é que a última sessão seja na quarta-feira e voltaremos após as eleições, desde que, se chegar alguma matéria, projeto de lei importante do Governo, nos comunicamos e rapidamente voltamos a reunir as comissões, sem nenhum problema”, disse ele em coletiva de imprensa na manhã de ontem.

As declarações vieram após a sessão na Casa ter sido encerrada antes do horário normal devido ao baixo comparecimento dos parlamentares, que no momento estão em campanha para o pleito do dia 7 de outubro. Na manhã de quarta-feira (12) , por volta das 10 horas,o painel contabilizava 21 deputados presentes, mas apenas três se encontravam no local.

Esforço
A presença dos deputados tem diminuído na AL desde o início do período de campanha eleitoral, mesmo com a estratégia de “esforço concentrado” utilizada pelos parlamentares desde o mês passado. Contando a partir do dia 14 de agosto, houve redução nas sessões plenárias na casa de quatro para dois dias, liberando os legisladores a dedicarem mais tempo às campanhas nos cinco dias restantes.

Sem prejuízo
O deputado Tin Gomes (PDT) defende que o recesso não vai ocasionar qualquer prejuízo ao funcionamento do legislativo no Estado. “Muito difícil a casa funcionar a contento, até porque as mensagens que tem aqui das comissões não têm tanta importância de serem aprovadas ainda neste mês de setembro. Logo após o dia 7, o que tiver de mensagem aqui em um dia de sessão extraordinária serão aprovadas ou não”, conta.

Contrariada
Já Doutora Silvana (PR) diz que se sente contrariada com a iniciativa devido ao apreço que tem pela tribuna, mas reconhece que não se pode fazer campanha dentro da casa e que os prejuízos não serão expressivos. Caso a reunião da próxima semana decida instituir o recesso, as sessões são interrompidas e os parlamentares passam a ter autorização para não frequentar a casa, não sendo registradas faltas caso não compareçam. A realização de audiências públicas e o funcionamento dos gabinetes, no entanto, podem continuar durante esse período.

Campanha
“Essa eleição voltou a ser do corpo a corpo”, conta Zezinho Albuquerque. Segundo ele, a campanha deste ano se diferencia das anteriores de diversas formas, levando em conta as mudanças na legislação eleitoral nos últimos anos. Não são mais permitidos, por exemplo, carros de som fora de carreatas e pinturas em muros. Além disso, com o tempo de campanha reduzido de 90 para 45 dias, passa a ser ainda mais importante o contato com o maior número de eleitores no menor tempo possível.

“Tem que ter muito solado de sapato pra estar no interior”, declarou o presidente. “Eu mesmo, ainda ontem, fui a Boa Viagem, faltei a sessão, visitei 10 municípios em sete dias, participando de comício, carreata, passeata… Temos que conversar com o povo, prestar conta com a população e dizer o que fizemos nesses quatro anos, para as pessoas poderem acompanhar nosso trabalho mais de perto”, continua.

Ritmo
Para Tin Gomes, a campanha eleitoral, tanto no interior quanto em Fortaleza, ainda não começou a ganhar ritmo, o que pode acontecer essa semana. “Acho que até dia 1º em diante, porque dá exatamente 22 dias de campanha, só que vão ser campanhas de volume e é exatamente quando o eleitor vai estar pensando em quem votar. Ninguém analisa candidato três meses antes”, diz o deputado.

E ainda
Ele considera ainda que as propagandas de rádio e televisão, que começaram há pouco menos de duas semanas, estão contribuindo nesse processo, uma vez que fazem com que a campanha política entre na casa e no cotidiano dos eleitores “quase à força”. Por outro lado, o grande trunfo este ano, conta, são as redes sociais e a movimentação na internet, o que é impulsionado em grande parte pelo tempo menor disponível e pelas mudanças recentes na lei.

Com informações do OE



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