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Atualizado em: 11/02/2020 - 8:00 am

Reestruturação salarial de agentes da segurança é discutida na AL. Foto: Dário Gabriel

A comissão formada para discutir a reestruturação salarial dos agentes de segurança pública do Estado realizou quatro reuniões consecutivas na tarde da segunda-feira (10/02), no Salão Nobre da Assembleia Legislativa, com representantes da Polícia Militar, bombeiros, inspetores, escrivães, delegados da Polícia Civil e peritos forenses.

Pontos apresentados pelas categorias, assim como os números do Governo do Estado foram debatidos por deputados, representantes do Governo do Estado e servidores da segurança pública. Uma nova reunião foi marcada para a próxima quinta-feira (13/02), às 9h, na AL.

Segundo o deputado Júlio César Filho (Cidadania), líder do Governo na Casa, as categorias solicitaram ao Governo do Estado dados detalhados da proposta e do efetivo, para que sejam estudados em profundidade. Os técnicos do Estado também analisarão a tabela com indicações salariais construídas pelas entidades representativas, para medir o impacto financeiro. O debate desses pontos será continuado na próxima reunião.

“Pretendemos calcular o impacto da proposta colocada por eles e ver até onde o Estado pode ir, com bastante responsabilidade, no sentido de obedecer as metas da Lei de Responsabilidade Fiscal e também garantir o pagamento efetivo desses salários depois dessa repercussão”, comentou o deputado Júlio César Filho.

O secretário-chefe da Casa Civil do Estado, Élcio Batista, ressaltou que “o grande objetivo da gente é chegar a um consenso, uma pactuação”. Segundo ele, os dados pedidos pelas categorias incluem detalhamento por posto ou graduação dos policiais militares e bombeiros militares e o valor de algumas gratificações do Estado. “Sempre temos tratado com muita responsabilidade essa questão da valorização profissional das diferentes carreiras, para que a gente consiga continuar com a folha dos salários em dia e fazendo investimentos necessários demandados pela população do Estado”, pontuou.

Cronograma
O deputado Soldado Noelio (Pros) reiterou que o Governo recebeu a tabela salarial proposta pelas associações, que não tinha sido avaliada ainda, e apresentará a repercussão financeira no próximo encontro. “O principal deste momento é o compromisso de termos um cronograma para terminarmos esses trabalhos no máximo até o início da próxima semana, para que possa ser votado na AL ainda no mês de fevereiro e ser implementado para a categoria para o mês de março”, comentou o parlamentar.

Avanço
Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará e suplente de deputado, Tony Brito, a reunião foi um grande avanço para a categoria. “Nós estamos dando continuidade a um diálogo, pois, pelo menos com o Sindicato dos Policiais Civis, o governador já abriu esse diálogo. Acreditamos no governador quando ele afirma que fará da Polícia Civil do Ceará a melhor do País, e nós cearenses merecemos a melhor Polícia Civil do País”, afirmou.

Diálogo
O secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, reforçou a disposição do Governo do Estado em dialogar com os servidores. “O governador Camilo Santana reconhece a dedicação de todas as áreas de segurança pública do Estado e os resultados que vêm sendo alcançados. A ordem do governador sempre foi de diálogo e de buscar ao máximo a valorização de seus servidores. Até o momento, temos esse orçamento já anunciado de R$ 440 milhões, e o esforço agora é ver o que pode ser construído a partir daqui”, apontou.

E ainda
Também participaram das reuniões os deputados estaduais Queiroz Filho (PDT), Acrísio Sena (PT), Augusta Brito (PCdoB), Delegado Cavalcante (PSL), André Fernandes (PSL), Walter Cavalcante (MDB), David de Raimundão (MDB) e os deputados federais cearenses Mauro Filho (PDT) e Capitão Wagner (Pros).

Cinco secretários estaduais também estiveram presentes: Élcio Batista, da Casa Civil; Fernanda Pacobahyba, da Fazenda; Nelson Martins, assessor de relações institucionais; Flávio Jucá, Planejamento e Gestão, e André Costa, Segurança Pública e Defesa Social. A comissão contou ainda com representantes de oito entidades, comando da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e Procuradoria Geral de Justiça.

Com informações da AL



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