Polêmica
Atualizado em: 27/04/2011 - 7:24 am

O senador Roberto Requião (PMDB/PA) no gabinete.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou nesta terça-feira (26), no Plenário do Senado, que o episódio em que tomou o gravador de um repórter que lhe perguntava sobre o recebimento de aposentadoria de ex-governador, ocorrido nessa segunda-feira (25) está sendo contado de forma equivocada pela imprensa nacional.

Sem edição
Requião rebateu afirmações de que teria tomado o gravador numa atitude de censura ao repórter. “Eu apenas retirei o gravador para evitar que ele editasse o conteúdo”, declarou. A íntegra da entrevista foi divulgada no site oficial de Requião.

 Para ouvir a gravação, clique aqui.

Bullying
Requião contou que, quando era governador, ficou sete anos e três meses sem dar entrevistas ao vivo porque era pressionado, “num regime de chantagem” pela imprensa a abrir os cofres do governo em contratos de publicidade para não receber críticas dos meios de comunicação.

“Temos de acabar com o abuso, com esse bullying público que todos sofremos pelo simples fato de ganhar uma eleição e assumir um mandato”, disse.

Resposta
Ele também destacou que, no mandato anterior no Senado, votou pela aprovação de um projeto com objetivo de agilizar o exercício do direito de resposta de quem for ofendido ou agredido, proposta que teria sido engavetada pela Câmara dos Deputados.

Citando o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou a Lei de Imprensa, Requião pediu que o tema volte ao debate público.

Com informações da Agência Senado

Comento:
Gente, tá explicado! O Requião sofreu bullying. Por que ele não falou isso antes, teria evitado muitas críticas. Ironia a parte, francamente, que desculpa mais esfarrapada.

É o típico caso em que a emenda saiu pior que o soneto.



1 comentário







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José Filho | quarta-feira abril 27 2011 | 08:51

Meu receio agora é que, tomado de ressentimentos contra os abusos que sofreu no parlamento, o senador Requião resolva se vingar atirando indiscriminadamente em seus colegas. Já imaginou se ele acerta o Sarney? O petismo ficaria inconsolável.