Denúncia
Atualizado em: 05/11/2011 - 4:17 pm

Assessores de Carlos Lupi teriam recebido propina, segundo a denúncia

Reportagem da revista Veja, que chega às bancas de todo o país neste fim de semana, aponta o envolvimento de integrantes do PDT num esquema de cobrança de propina no Ministério do Trabalho, comandado pelo pedetista Carlos Lupi. De acordo com a revista, assessores de Lupi cobravam propina de organizações não governamentais contratadas para realizar cursos de capacitação profissional. Segundo a publicação, pedetistas lotados no ministério exigiam propina para resolver pendências criadas por eles mesmos.

O Instituto Êpa, sediado no Rio Grande do Norte, e a ONG Oxigênio, são apontados como dois alvos dos achaques. No caso da entidade potiguar, o ministério determinou três fiscalizações e ordenou que não fosse feito mais repasse após o pagamento da segunda parcela do convênio para qualificação de trabalhadores no Vale do Açu, conta a reportagem.

De acordo com Veja, para resolver o problema, o instituto teria de entrar em contato com o então assessor especial de Lupi, Weverton Rocha, ou Alexandre dos Santos, coordenador-geral de qualificação. Os dois respondiam ao então chefe de gabinete do ministro, Marcelo Panella, também tesoureiro do partido. Um dos dirigentes da Oxigênio diz ter desembolsado R$ 50 mil com o pagamento de propina.

Parlamentares denunciam
Segundo a revista, o caso passou a ser monitorado pelo Planalto depois que parlamentares do próprio PDT relataram a existência do esquema ao chefe de gabinete da presidente Dilma. Panella deixou o cargo em agosto, mas alega que se afastou da função por não ter se adaptado à vida na capital federal. Na Câmara desde outubro, quando assumiu uma vaga como suplente pelo Maranhão, o hoje deputado Weverton Rocha também nega a ocorrência de irregularidades em sua gestão. “Quando uma entidade te procura, é porque ela tem problema, mas nossa equipe sempre foi muito profissional”, disse o pedetista à revista.

Ministros
Desde o início do ano, cinco ministros já perderam o emprego após denúncias de envolvimento em irregularidades: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Esporte).



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