Lava Jato
Atualizado em: 15/03/2017 - 9:01 am

Senado se posiciona sobre lista de Janot encaminhada ao Supremo. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Senado Federal afirmou, por meio de nota, que a instituição recebe “com absoluta serenidade e confiança na Justiça” o envio ao Supremo Tribunal Federal dos pedidos de abertura de inquérito relacionados a alguns de seus integrantes.

“Pedidos de investigação não convertem investigados em réus e nem são sentenças proferidas”, diz o texto assinado pela assessoria de imprensa da Casa.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira está entre os parlamentares citados na lista do Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, segundo o portal G1.

Na nota, o Senado ainda diz que é preciso “obedecer e respeitar o amplo direito de defesa”. “O Judiciário terá instrumentos de apuração, maturidade e firmeza para distinguir mentiras ou versões alternativas e a verdade dos fatos”, conclui.

Se antecipando a uma possível quebra do sigilo das delações premiadas dos executivos da Odebrecht, alguns partidos também divulgaram nota à imprensa sobre o pedido de abertura de inquérito de 83 pessoas com foro privilegiado, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria Geral da República (PGR).

PMDB
O PMDB informou, em breve mensagem aos jornalistas, que “apoia as investigações da Lava Jato e reafirma a necessidade de se esclarecer a verdade dos fatos”.

PSDB
O PSDB também divulgou nota em que diz que “sempre defendeu a realização de investigações, pois considera que esse é o melhor caminho para esclarecer eventuais acusações e diferenciar os inocentes dos verdadeiros culpados“.

Aécio
O presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), também comunicou que “buscou apoio para diversos candidatos, sempre dentro do que determina a legislação, o que ficará provado ao fim das investigações, que ele considera extremamente importantes”.

Aloysio
O ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, também se antecipou à quebra do sigilo e disse que seus advogados foram acionados desde a manhã de segunda-feira (13) para requererem “acesso ao conteúdo da delação da Odebrecht naquilo que poderia dizer-lhe respeito. E não vai se pronunciar sobre suposta menção ao seu nome até ter conhecimento do teor do documento”.

Bruno
Já o ministro das Cidades, Bruno Araújo, informou que “de acordo com a legislação eleitoral”, solicitou doações para diversas empresas, “inclusive a Odebrecht, como já foi anteriormente noticiado”. “O sistema democrático vigente estabelecia a participação de instituições privadas por meio de doações. Mantive uma relação institucional com todas essas empresas”, conclui.

Sigilo
A lista oficial com os nomes dos alvos dos pedidos de inquérito só será conhecida a partir do momento em que o relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, conceder a retirada do segredo de Justiça, o que, segundo a área técnica da Corte, não vai ocorrer antes da próxima segunda-feira (20), diante do grande volume de material a ser processado. Não há prazo para que o relator da Lava Jato no STF analise os pedidos nem retire os sigilos.

Com informações do Estadão e da Abr



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