Fortaleza, Greve
Atualizado em: 17/02/2012 - 2:16 pm

Agentes da AMC durante manifestação na Câmara dos Vereadores de Fortaleza. Foto: Kézya Diniz

A direção do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município (Sindifort) vai se reunir com servidores da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC) e o setor jurídico para discutir se vão recorrer da lista de exonerações assinada pela prefeita Luizianne Lins, nesta sexta-feira (16).

Foram demitidos agentes não-estáveis da AMC e passíveis de expulsão por conta da  ilegalidade da greve, decretada pela Justiça.

O decreto considera o não atendimento de convocação por parte da Administração Pública ao retorno às atividades essenciais da Autarquia dos servidores em greve, o dano patrimonial causado, segundo a prefeitura, em veículos e instalações da AMC pelos servidores em paralisação funcional, bem como a ocupação da sede administrativa do órgão.

O documento destaca ainda a obrigação constitucional da Chefia do Executivo Municipal na defesa do patrimônio público e de zelar pela plena observância de cumprimento das ordens judiciais.

Denúncia
Um dos agentes da AMC inclusos na lista de exonerações disse ao Portal Jangadeiro Online que já havia feito o pedido para sair da autarquia desde o dia 12 de janeiro. Segundo Emílio Pimentel, a exoneração chegou a ser assinada no dia 16 de janeiro, mas não foi publicada no Diário Oficial do Estado.

O ex-agente disse que teme ser prejudicado pela inclusão na lista divulgada pela Prefeitura, que teve como justificativa a demissão por possíveis danos patrimoniais contra a sede da AMC durante a greve. Emílio disse que está “revoltado e indignado” com a situação e deve entrar na Justiça contra a Prefeitura de Fortaleza.

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