Com a palavra
Atualizado em: 22/04/2011 - 8:20 am

Dia desses o deputado estadual Carlomano Marques (PMDB) anunciou, na tribuna da Assembleia Legislativa,  que o PMDB vai lançar candidatura própria à prefeitura Municipal de Fortaleza nas eleições de 2012.

Reação
O comunicado não causou reações nem por parte dos aliados, muito menos por parte dos que fazem oposição a prefeita Luizianne Lins (PT). Entranho? Na verdade, não.

Por hora, a candidatura peemedebista não é de oposição a atual chefe do executivo e sim uma manifestação, dentro da linha estratégica eleitoral já revelada por lideranças que compõe o arco de sustentação da própria prefeita e de seu principal cabo eleitoral na dispita de 2008, o governador Cid Gomes (PSB).

Vale lembrar, por exemplo, que em recente entrevista à coluna, Eunício Oliveira afirmou:

“Essa não será uma eleição de primeiro turno, será uma eleição de dois turnos. Então essa mesma aliança pode fazer um entendimento entre os seus partidos que cada um vai ter a candidatura e o que tiver a melhor condição ou que for para o segundo turno os outros podem apoiar”, revelou Eunício.

Críticas sem rompimento
Segundo Carlomano Marques, o presidente do PMDB cearense, senador Eunício Oliveira, havia defendido a necessidade de a sigla apresentar candidato próprio para a sucessão de Luizianne.  O próprio Eunício manifestou publicamente a insatisfação sobre a gestão da petista a frente da prefeitura da capital.

Leia mais: Para Eunício, Juraci foi o melhor prefeito da história de Fortaleza e Luizianne podia ter feito mais

O discurso está posto e Carlomano também citou o PMDB como um partido que deu relevante contribuição a Fortaleza, durante quinze anos, com as administrações de Juraci Magalhães e Antonio Cambraia. Depois o deputado ressaltou nomes que poderiam disputar a eleição em 2012 e entre os quadros “mais qualificados” o deputado federal Danilo Forte  e o senador Eunício Oliveira.

Quem larga o osso?
Mesmo com a decisão de lançar candidatura própria, o PMDB segue ocupando espaços na gestão de Luizianne. É o mesmo que acontece com outras siglas como PDT, PCdoB, PRB e PSB que já manifestaram intenção de apresentar candidatos à prefeitura da capital.

Na linguagem popular: Tá todo mundo junto e misturado.

A “divisão” seria estratégica com claro foco na dinâmica eleitoral. A meta é chegar ao segundo turno, considerado uma nova eleição.  

Disputa
Nesse sentido, o que se vislumbra entre os aliados de disputas anteriores, nas candidaturas pró Cid e Luizianne, é uma uma concorrência entre “amigos”, sem ataques e com “escadas” para a segunda etapa da disputa.

Os votos no primeiro turno entram no caixa de cada partido como peso eleitoral para a composição da aliança no segundo tuno e a futura divisão de cargos em uma eventual vitória. Há casos em que o anúncio de uma candidatura é utilizada sem nenhum pudor como moeda de troca. Não ter uma candidatura própria é uma concessão que requer, naturalmente, uma contrapartida.

Repeteco
Tudo reprise. Nada novo. Nem precisa “combinar com o eleitor”, jargão tão batido quanto essa prática. Basta repetir o discurso de fortalecimento das siglas, até que ele vire uma justa “verdade”.

No mais, é contratar um marqueteiro, investir em propaganda e ver se, mais uma vez, a história cola.



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