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Atualizado em: 09/10/2011 - 8:17 am

Especialistas acreditam em prova difícil no concurso do TSE. Foto: Carlos Humberto/TSE

O edital do concurso do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve sair até novembro. A Consulplan foi a empresa vencedora da licitação e já está autorizada a elaborar as regras da seleção. A expectativa é que o edital seja para cadastro de reserva, entretanto, segundo fontes ouvidas pelo Congresso em Foco/SOS Concurseiro, cerca de 300 aprovados serão aproveitados. As oportunidades serão para técnico e analista judiciário, cargos que têm remuneração entre R$ 4,6 mil e R$ 6,6 mil, respectivamente.

A Consulplan é pouco conhecida pelos concurseiros, por isso a escolha do TSE está trazendo muitas dúvidas aos que se preparam para a prova. O Congresso em Foco, em parceiria com o SOS Concurseiro, consultou dois professores do Gran Cursos para esclarecer essas dúvidas. Os professores de raciocínio lógico, Douglas Léo, e de direito eleitoral, Wesley Machado, trazem algumas dicas para os concurseiros.

A organizadora nunca realizou concurso público de nível nacional, somente em municípios. Por isso, de acordo com Douglas Léo, fica mais difícil saber como o conteúdo será exigido na seleção do TSE. Certeza ambos têm de que não será aplicada uma prova simples, como costumam ser as da Consulplan. “Está será uma prova um pouco mais complexa. Semelhante à da Fundação Carlos Chagas (FCC), no que diz respeito a direito eleitoral”, comenta Wesley. Douglas Léo ainda aconselha os candidatos a estudarem como se o concurso fosse organizado pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), que é conhecido por um alto grau de dificuldade e exigência.

Tendo como base o último concurso, as disciplinas que serão cobradas para todos os cargos devem ser português, direito administrativo e direito constitucional. Os técnicos ainda serão avaliados com provas de informática e raciocínio lógico, e os analistas com avaliações de direito civil, direito processual civil, direito penal e processual penal, direito tributário e eleitoral. Na avaliação do professor Wesley, o regimento interno do TSE deve ser exigido nos dois cargos.

Conforme o professor Douglas, na disciplina que dá aulas, a Consulplan costuma cobrar o mesmo conteúdo que é avaliado nos vestibulares, mas neste concurso é provável que o grau de exigência seja maior. “A organizadora examina com maior ênfase os assuntos diretamente ligados à matemática, mas não raciocínio lógico em si”, diz. Douglas comenta que três itens são comuns nas provas Consulplan: logarítimo, teoria de conjunto e função, mas é importante levar em consideração que o nível não será o mesmo.

Grande aproveitamento
No último concurso do TSE, realizado pelo Cespe, foram abertas 280 vagas imediatas para técnico e analista. Ao longo da validade do concurso, foram convocados 747 aprovados. Por esse motivo, a expectativa é de um grande aproveitamento dos aprovados na nova seleção. Afinal, o Judiciário não tem limitação legal para nomeações, como ocorre com o Executivo Federal, que só pode convocar 50% além do número de vagas divulgadas no edital.

Em 2006, havia oportunidades para analistas nas áreas de psicologia, biblioteconomia, arquivologia, análise de sistemas, engenharia elétrica e mecânica, estatística, história, relações públicas, pedagogia e contabilidade e para técnicos na área de programação de sistemas.

Do Congresso em Foco



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