Nacional
Atualizado em: 07/06/2011 - 6:20 pm

Antonio Palocci e Dilma Rousseff. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

O ministro Antônio Palocci teve o seu pedido de demissão do cargo de chefe da Casa Civil da Presidência da República anunciado nesta terça-feira (7).

Em nota oficial, divulgada pela Casa Civil, o ministro ressalta que “Procurador Geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais”, justificando sua saída em decorrência de “embates políticos”.

Há vinte dias o jornal Folha de S.Paulo apontou uma grande evolução em seu patrimônio entre 2006 e 2010, período em que era deputado federal, após deixar o Ministério da Fazenda, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de quebrar o sigilo fiscal de um caseiro. O enriquecimento de Palocci foi mais intenso justamente após a eleição da presidente Dilma Rousseff.

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Instalada a crise que paralisou o governo, Palocci tentou dar explicações em entrevistas, mas não convenceu críticos e nem mesmo aliados, negou-se a revelar a lista dos seus clientes como consultor e quais serviços foram prestados. Rapidamente Palocci erdeu apoios dentro do próprio PT e de outros partidos da base aliada do governo.

Substituta
A senadora Gleisi Hoffmann, (PT-PR), mulher do ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, já foi convidada para substituir Antonio Palocci na Casa Civil.

Confira a nota oficial
“O ministro Antonio Palocci entregou, nesta tarde, carta à presidenta Dilma Rousseff solicitando o seu afastamento do governo.

O ministro considera que a robusta manifestação do Procurador Geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta.

Considera, entretanto, que a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento.”

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