Fortaleza

Acrísio diz que armas de fogo no Brasil “matam 123 pessoas por dia”

Acrísio condena uso de armas de fogo: “no Brasil, elas matam 123 pessoas por dia”. Foto: Genilson de Lima

O vereador Acrísio Sena (PT) ocupou a tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza, nesta terça-feira (21), para antecipar seu posicionamento contrário ao uso de armas de fogo pela Guarda Municipal.

Segundo ele, o acesso ou não do cidadão a armas de fogo já está movimentando a Câmara dos Deputados, que deverá votar mudanças no Estatuto do Desarmamento.

Números
Os números levantados pelo vereador são contundentes. Para se ter uma ideia, no Brasil, entre 1980 e 2014, já morreu quase 1 milhão de pessoas – exatamente 967.851 vítimas de disparo de arma de fogo. Quase 86% do total foram resultantes de agressão com intenção de matar. “O Brasil ocupa hoje a 10ª posição em mortes por armas de fogo em todo o mundo. São 123 vítimas a cada dia do ano, cinco mortes a cada hora”, ressaltou Acrísio.

Massacres
O número de mortes a cada dia, segundo o petista, representa o equivalente aos massacres de Paris de 2015, quando morreram 137 pessoas. O número é maior que o resultado do massacre do Carandiru, 111 mortes. A Guerra na Síria, entre Março/2011 e Novembro/2015 resultou em 256.124 mortos. No Brasil, que teoricamente não está em guerra, entre Janeiro/2011 e Dezembro/2015 tivemos 279.567 mortos.

Anuário
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2016 mostra que, a cada 9 minutos uma pessoa é morta violentamente no país. 58.467 pessoas foram mortas em 2015, sendo 54% jovens entre 15 e 24 anos. 73% deles, pretos ou pardos. 358 policiais foram vítimas de homicídio em 2015, sendo 91 em serviço e 267 fora de serviço. Porém, houve 3.320 vítimas de intervenções policiais em 2015. O Brasil possui uma das mais altas taxas de letalidade policial em todo o mundo.

Em discussão
Para Acrísio, o debate sobre segurança pública passa pela discussão de um projeto maior para o país, “no qual a vontade política e institucional foque suas ações na construção de uma vida digna e pacífica para milhões de pessoas que hoje se encontram excluídas, em péssimas condições sociais, expostas à violência sem qualquer tupo de medida protetiva e assistencial”.


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