Eleições 2014

Ailton Lopes defende criação da Secretaria da Ecologia e um novo modelo de gestão

Ailton Lopes defende novo modelo de gestão. Foto: OE
Ailton Lopes defende novo modelo de gestão. Foto: OE

O candidato ao governo do Ceará pela Frente de Esquerda Socialista (Psol/PCB/PSTU), Ailton Lopes, concedeu entrevista ao jornal O Estado, onde falou sobre as expectativas para as eleições deste ano e apresentou as diretrizes referentes ao modelo de gestão que pretende implementar na administração estadual, caso seja eleito.

Ecologia
Entre as políticas “inovadoras” de sua plataforma de governo, o candidato destacou a criação de uma Secretaria da Ecologia, Desenvolvimento Social e Justiça Social, que, segundo explicou, aglutinaria as políticas públicas desenvolvidas por outras secretarias. Isso, conforme ele, contribuiria para uma visão global dos problemas, além de promover uma reforma administrativa.

“Que o Estado seja dirigido e orientado para atender às demandas das políticas sociais: saúde, educação, saneamento básico, habitação e transporte público, porque a maior obra de mobilidade que o governo pode oferecer à população é um transporte eficiente e de qualidade”, afirmou, justificando que é contrário à construção de viadutos, uma vez que, segundo ele, apenas transfere o problema de mobilidade para outro patamar. Conforme ressaltou, é preciso investir na conclusão do metrô, que, apesar das diversas inaugurações, de fato, ainda não saiu do papel.

Modelo
Comparando o programa de governo apresentado por ele aos dos demais candidatos, Ailton Lopes defende a adoção de um modelo de justiça socioambiental, onde o Estado respeite os diretos dos trabalhadores. Para ele, a cada quatro anos, as promessas são as mesmas, porém, os governos trabalham para atender apenas aos financiadores de suas campanhas.

“Ao fazer crítica a este modelo concentrador, pretendemos defender a reforma agrária, embora não seja de responsabilidade do Estado, podemos abrir diálogo com o governo federal para acelerar este processo. Na esfera local, queremos ter um Estado dirigido para as políticas sociais. Nossa campanha é um ato político para dar visibilidade a diversas discussões”, disse, acrescentando que, ao invés de “bate-boca”, quer apresentar propostas e levantar discussões com a sociedade sobre os mais diversos assuntos.

Discussão
Ainda segundo ele, sua campanha pela sucessão estadual visa a discutir a defesa dos direitos, entre eles, no diálogo pela nova política, construída “na luta do dia a dia”. Ou seja, discutir sobre os mais diversos temas, inclusive os mais polêmicos como a diversidade humana.

“Ao longo desta nossa caminhada que não começou, nem termina com as eleições, estaremos debatendo vários temas na perspectiva dos de baixo, daquelas e daqueles que sempre foram e são apartados da política institucional, mas que fazemos política todos os dias quando resistimos e lutamos”, pontuou. O programa propõe-se a lutar por um novo modelo de sociedade, através de uma governança anticapitalista.

Com informações do OE


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