Nacional
Atualizado em: 06/06/2011 - 10:52 pm

Antonio Palocci e Dilma Rousseff. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

As críticas ao ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, já não partem apenas da oposição. Agora, até tradicionais aliados do governo decidiram disparar contra o homem forte da gestão Dilma Rousseff (PT). A situação é de nítido abandono político, mas Palocci ainda não fala em deixar o cargo.

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Força Sindical
A Força Sindical, presidida pelo deputado federal (PDT-SP) Paulinho, defende a saída imediata de Palocci, “que passou a atrapalhar a vida do País”, segundo o pedetista.

“É melhor para o Brasil ele se afastar, se explicar fora do governo, para que o País possa continuar crescendo”, disse Paulinho que ainda completou afirmando que Palocci “Errou, primeiro porque deveria ter dado entrevista coletiva, segundo porque demorou muito para esclarecer, e não explicou nada”, reforçou o sindicalista.

PCdoB
Na mesma frente, o PCdoB, fiel parceiro do PT, criticou publicamente o ministro e afirmou que “não há como negar a crise” que se instalou no governo Dilma Rousseff.

“Como não há males que não venham também para o bem, a crise pode ser também uma oportunidade para o governo superar os problemas que vieram à tona: hipercentralização de poderes numa só pessoa, decisões em núcleo fechado, hegemonia absoluta de uma só força política”, diz o PCdoB em editorial publicado no site Vermelho.

Procuradoria
A pressão da base aliada acontece no mesmo dia em que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu arquivar as representações contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

A PGR recebeu quatro representações contra o ministro que pediam abertura de inquérito para investigar a evolução patrimonial de Palocci nos últimos anos.

Denúncia
Palocci foi citado em uma reportagem da Folha de S.Paulo, que apontou uma grande evolução em seu patrimônio entre 2006 e 2010, período em que era deputado federal, após deixar o Ministério da Fazenda, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Despacho
Na decisão, o PGR argumenta que, para abertura de inquérito a partir de representações, “é imprescindível que a notícia aponte a existência de elementos, ainda que mínimos, da prática de algum crime”. Segundo Gurgel, a investigação sobre patrimônio não é objeto da esfera penal.

“A lei penal não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada. Trata-se de fato que, em tese, poderá configurar ato de improbidade administrativa”, diz, no despacho assinado hoje (6).

Inquérito Civil
Segundo Gurgel, o eventuais atos de improbidade administrativa cometidos por Palocci serão apurados no inquérito civil aberto pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal.

Com informações do Estadão.com e da Agência Brasil.

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