Bastidores

André Figueiredo dispara críticas contra Joaquim Levy

O pedetista disse que nem sempre concorda com as ações do Governo. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O pedetista disse que nem sempre concorda com as ações do Governo. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro das Comunicações, André Figueiredo (PDT), criticou a política econômica do ministro da Fazenda Joaquim Levy, apoiada no ajuste fiscal e em cortes de gastos da União, para tentar estabilizar a economia do País.

Não é de hoje que Levy enfrenta resistência dos próprios integrantes do Governo, que fazem críticas públicas ao ministro. Também não é de agora que o PDT critica a condução do Governo Dilma, inclusive, antes de ser contemplada com o Ministério das Comunicações, a legenda, em agosto, anunciou a saída da base do Governo, na Câmara dos Deputados.

“O Brasil tem que voltar a crescer, mas o atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está com um viés que não fornece qualquer esperança nesse sentido”, disse Figueiredo, em entrevista ao jornal O Estado.

Sem consenso
Questionado sobre o fato de compor o Governo e, mesmo assim, a fazer críticas sobre as diretrizes da gestão, André Figueiredo ponderou sobre a liberdade para discordar. “Nós sempre temos dito que, mesmo dentro do Governo, não podemos concordar com tudo e uma dessas questões é a política econômica”, salientou.

Juros
O ministro ainda chama atenção para a problemática de empresários que estão se rendendo aos juros altos, e fechando suas empresas, onde pontua que significa mais desemprego, alargando as dificuldades do País. “Levy tem que começar baixando a alta taxa de juros, porque o Brasil não aguenta mais esse tipo de política”, acrescenta.

O pedetista pondera, ainda, que “os brasileiros não estão mais aguentando chegar aos supermercados e encontrar os preços dos produtos com uma inflação de 20% a 30%, quando o índice oficial dela não chega aos dois dígitos”.

Tá difícil
Levy já foi criticado pelo ex-presidente Lula, que avaliou suas medidas como mais um “libelo” do “economês”, em defesa do arrocho. No início deste mês, em nota, Levy pregou a segurança fiscal com corte de gastos e disse ser preciso enfrentar “as dificuldades de pagar impostos” para voltar a crescer, sem dar sinais de flexibilidade nas políticas de ajuste adotadas até agora.

Com informações do OE


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