Eleições 2012 Primeiro Plano

Aparelhamento da máquina atrapalha gestão em Fortaleza, afirmam convidados do Primeiro Plano

O primeiro programa da edição especial do Primeiro Plano Se as eleições fossem hoje? contou com a presença de Marcelo Mendes (PTC) e Renato Roseno (Psol). Foto: reprodução da TV Jangadeiro

Em Fortaleza, problemas de gestão são agravados pela exploração política da máquina pública. Pelo menos esse é o ponto de convergência nos discursos do vereador Marcelo Mendes (PTC) e do advogado Renato Roseno (PSOL), que participaram da nova série especial de entrevistas do Programa Primeiro Plano. Com o tema Se as eleições fossem hoje?, a conversa foi exibida nesta terça-feira (4), com mediação da jornalista Kézya Diniz.

Para Marcelo Mendes, o aumento na contratação de servidores terceirizados pela Prefeitura de Fortaleza, prova que o maior problema da cidade é a má administração dos recursos.

 “A prefeitura de Fortaleza quadruplicou os gastos com terceirizados. O gasto anual, que era de 14 milhões de reais com cinco mil terceirizados, subiu na atual gestão para 72 milhões de reais, com a contratação de quase 15 mil terceirizados. É preciso dizer que esses empregos foram utilizados para aparelhar politicamente a máquina da prefeitura, distribuídos, infelizmente, entre pessoas indicadas por políticos da base da prefeita”.

Já Renato Roseno, mesmo ressaltando divergências ideológicas com o vereador do PTC, concorda com o aparelhamento e diz que aos problemas de gestão são somados os problemas estruturais na capital. 

“Por que a gestão é ruim? Porque ela é profundamente afetada por uma lógica de fazer política que é muito convencional. As unidades básicas de saúde são completamente aparelhadas nessa lógica de governabilidade com a Câmara Municipal. Não é só a saúde! Tem a educação… A população que faz uso do serviço público às vezes encontra com problemas de gestão, falta de pessoal, porque tem aí uma lógica de troca-troca entre o Executivo e sua base na Câmara municipal, que é muito ruim”.

Em resposta a uma indagação feita por um internauta, Roseno afirmou ainda a atual gestão, do PT, representa “uma profunda decepção”.

” Quando esse gestão ela foi vitoriaso, havia uma excpectativa muito grande de que pelo menos se tentasse um padrão de gestão em favor das maiorias sociais. Mas já no segundo turno [da primeira eleição de Luizianne Lins], as cartas estavam colocadas, de qual seria esse padrão, que é de distribuir a máquina pública para a manutenção de alianças, que já existiam desde a gestão Juraci Magalhães”.

Para Marcelo Mendes, “o que mais magoa é que não é uma questão de recurso, é uma questão, principalmente, de gerência, de gestão”. E conclui:

 “Gestão é uma questão técnica! É claro que não é algo completamente separado da questão política, mas é em grande medida técnica. Você não pode gerenciar a cidade, manter uma base, fazendo politicagem, fazendo troca de cargos e favores, repartindo a cidade como a faz atual gestão. As Regionais foram divididas entre partidos! A Regional I ficou o PC do B, a Reginal II ficou o o PSB… É algo que choca”.  

 Acompanhe a íntegra do Programa Primeiro Plano clicando aqui


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