Ceará
Atualizado em: 28/02/2012 - 12:15 pm

Dilma visita estação de metrô em Maracanaú (Foto: Divulgação/Governo do Estado)

A Ordem de Serviços para o início das obras civis da linha Parangaba-Mucuripe do metrô de Fortaleza não foi assinada durante a visita de Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (27). A pauta chegou a ser anunciada na agenda da presidente, mas foi retirada por conta de outros compromissos como visitas às obras do Eixão das Águas, em Caucaia, e do Conjunto Vila do Mar, na Capital.

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De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Estado, ainda não há previsão para a assinatura do documento, que representa o pontapé inicial das obras. O órgão alertou que Dilma participaria da solenidade apenas como testemunha e que a autorização da Ordem de Serviço cabe ao governador Cid Gomes, que está em viagem.

Licitação
O consórcio vencedor, formado pela Consbem Construções e Comércio LTDA, Construtora Passarelli LTDA e pela Engexata Engenharia LTDA, propôs o valor de R$ 179.546.440,40 ao Governo para realizar as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O valor, anunciado no último dia 10 de fevereiro, ficou R$ 4 milhões abaixo do que o oferecido pela segunda colocada na licitação.

Metrofor
O projeto inicial do Metrô de Fortaleza, criado na década de 1980, prevê a construção de quatro linhas diferentes de trens. Porém, com mais de 25 anos de expectativa apenas uma das linhas opera com estrutura incompleta. Veja detalhes das quatro linhas que formam o projeto do metrô de Fortaleza

Parangaba-Mucuripe
A Linha Parangaba-Mucuripe de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é uma das principais obras de mobilidade urbana previstas para a Copa do Mundo de 2014.

O ramal deve partir da Parangaba e passar pelo aeroporto, rodoviária, Assembleia Legislativa, Aldeota, Papicu, terminando seu trajeto no Mucuripe.

Depois de impasses com as licitações e licenças ambientais, um dos principais desafios à construção da linha são as desapropriações das comunidades que vivem às margens dos trilhos. Assim como a Linha Oeste, o projeto para instalação dos trens elétricos não tem cronograma definido.

Linha Sul
Depois de mais de 13 anos de obras, o Governo garante que a Linha Sul do metrô deverá estar funcionando comercialmente até o final de 2012. Com mais de R$ 1,7 bilhão em investimentos e com duas estações a serem concluídas até 2014, o trajeto deve começar os testes com passageiros no dia 15 de junho.

Dentre as regiões beneficiadas com o metrô estão os municípios de Pacatuba e Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, além dos bairros Alto Alegre, Aracapé, Conjunto Esperança, Mondubim, Manoel Sátiro, Vila Pery, Parangaba, Montese, Porangabussu e Benfica.

Uma das principais críticas ao projeto, que já passou por diversas paralisações e impasses, é de que não haverá integração entre o transporte rodoviário e ferroviário. Ou seja, muitos passageiros terão de pagar duas tarifas para chegar ao seu destino, o que, para alguns especialistas, pode fazer com que a linha fique inutilizada.

Linha Leste
Maior e mais audacioso projeto do Metrofor, a Linha Leste deve ligar o Centro de Fortaleza até a avenida Washington Soares. O detalhe é que todo o percurso do trem será subterrâneo. De acordo com o Governo, a construção da linha já deve começar em 2013. A primeira etapa será a escavação do túnel, que contará com a ajuda de duas máquinas europeias, denominadas “tunelador”, que custam R$ 50 milhões cada.

O investimento inicial para a obra é de R$ 3,3 bilhões e não há previsão para seu término. Porém, já foi confirmada a desapropriação de alguns pontos de adensamento comercial como o “Buraco da Gia”, nas proximidades da Catedral da Sé, que pode gerar impasses comparados ao da retirada dos vendedores do “Beco da Poeira” para obras do metrô, em 2010.

Linha Leste
Aproveitando uma malha ferroviária já existente, a Linha Leste do Metrofor liga a principal cidade da Região Metropolitana de Fortaleza, Caucaia, ao Centro de Fortaleza. Passageiros de comunidades importantes como Araturi, Conjunto Ceará, Antônio Bezerra e Álvaro Weyne, contam com trens modernizados e Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) desde 2011.

De acordo com dados do Governo, mais de R$ 124 milhões foram investidos na reforma e modernização da linha, mas há projetos, sem prazos definidos, para a inserção de veículos eletrizados (e mais velozes) com o intuito de agilizar o transporte na região.

Com reportagem de Marlos Araújo para o Jangadeiro Online

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