Ceará

Após protesto, esposas de Policiais Militares aguardam reunião com Cid Gomes

Após protesto, esposas de Policiais Militares aguardam reunião com Cid Gomes. Foto: Tribuna do Ceará
Após protesto, esposas de Policiais Militares aguardam reunião com Cid Gomes. Foto: Tribuna do Ceará

Depois do protesto de domingo (12.05), que só se resolveu com a participação pessoal do governador Cid Gomes (PSB), as esposas de Policiais Militares do Ceará aguardam uma reunião com o Chefe do Executivo, no Palácio da Abolição. O encontro foi marcado para o próximo dia 24 de maio.

Protesto
Mulheres de policiais militares, que participaram da greve da categoria em 2011 , fizeram um protesto ne domingo (12) em Fortaleza. Eles questionam a transferência dos maridos para unidades no interior do Estado. Segundo as manifestantes, cerca de cem policiais foram transferidos para o interior como uma forma de represália pela participação na greve.

Durante o protesto deste domingo, cerca de 50 mulheres bloquearam a saída do Batalhão de Eventos da PM, entre as 12h e as 14h, impedindo a saída dos policiais que fariam a segurança do jogo entre Fortaleza e Ceará.

Reação
As mulheres dos policiais acusam o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) coronel Francisco Bezerra de truculência. “Nossos maridos foram transferidos para regiões extremas do Estado de forma arbitrária e em represália pela participação na greve do ano passado”, disse Nina Carvalho, da Associação das Esposas dos Policiais e Bombeiros Militares. De acordo com ela as transferências estão desestruturando as famílias de alguns PM’s.

PM’s e esposas
Já os militares aguardam para a próxima terça-feira (14.05) uma reunião de representantes dos PM’s com o governo do Estado. De acordo com o vereador Capitão Wagner Gomes (PR), o encontro estava agendado há semanas e deve se realizar. No domingo, Cid combinou a reunião com as esposas dos policiais para o próximo dia 24 no Palácio da Abolição, mas não quis conversa com Wagner. Os dois chegaram a discutir.

Motim
Cid Gomes também deixou claro que o Estado já identifica a movimentação de representantes da PM e que não vai permitir que o caso chegue a uma nova greve da categoria como aconteceu em 2012. “Há indícios claros de formação de motins na Polícia Militar. Nós, da outra vez fomos pegos de surpresa e, desta vez, não seremos mais. Qualquer movimento que houver, seja de indisciplina ou que promova insegurança no estado, terá reações fortes dentro da lei”, avisou.


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