Greve

Princípio de tumulto marca mobilização de professores nesta sexta na AL

Professores barrados de entrar na AL pelo Batalhão de Choque (Foto: Repórter Caroline Ribeiro)

Clima novamente tenso na Assembleia Legislativa do Ceará na manhã desta sexta-feira (30). Professores da rede pública estadual de ensino, que tentam entrar no prédio do Legislativo, foram barrados por policiais do Batalhão de Choque.

Na manhã desta sexta (30), a categoria realiza uma nova assembleia no local, para debater sobre a matéria aprovada na quinta-feira (29) pelos deputados estaduais criando uma nova tabela de vencimentos apenas para professores do ensino médio. 

Além disso, os professores devem decidir ainda os rumos da greve, que já dura exatamente 57 dias. Por conta da assembleia dos professores, a sessão dos deputados na AL foi suspensa. Policiais do Batalhão de Choque estão no local fazendo isolamento.

Confronto
Nesta quinta-feira (29), professores e policiais do Batalhão de Choque entraram em confronto na Assembleia Legislativa, quando os docentes tentaram entrar no plenário para impedir a votação da matéria do Governo.

No confronto, dois professores ficaram feridos. Um deles, que ficou em estado mais grave, foi levado para o Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro da Capital cearense, mas passa bem.

Segundo o Apeoc, alguns docentes foram detidos, mas foram liberados em seguida, após a assessoria jurídica do Sindicato conseguir a liberação dos mesmo, “comprovando a ilegalidade das prisões”.

Nota repúdio
Em nota enviada à imprensa, a direção da Apeoc afirmou que repudia a violência, agressões físicas e prisões sofrida pelos professores. O sindicato fez ainda um apelo para que os deputados implantem o Piso Nacional da Categoria, como estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Confira um trecho da nota:
Em defesa de um Estado de Direito e Democrático, o Sindicato APEOC apela aos dirigentes do Poderes Constituídos o uso de bom senso e de sensibilidade para a implantação do Piso Nacional de salário dos professores com repercussão  em toda a carreira funcional, sem que seja necessário ferir direitos individuais, coletivos, e, especialmente a Democracia”.

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Com informações da repórter Caroline Ribeiro e da Apeoc


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