Ceará

Associação cria fundo de ajuda para PM’s demitidos

Flávio Sabino é o presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Estado do Ceará
Flávio Sabino é o presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Estado do Ceará

A Associação dos Cabos e Soldados Militares do Estado do Ceará (ACSMCE) criou um fundo assistencial com o objetivo de angariar recursos para pagar o equivalente ao salário dos 10 policiais militares cearenses demitidos pelo Comando da PMCE por participarem da assembleia geral da categoria realizada em janeiro desse ano.

Demitidos
A medida vai beneficiar os seguintes policiais: Vitor Torres, Rômulo Araújo, Davi Barbosa, Alberto Bevinievisque, Flávio Sabino, Pedro Queiroz, Ana Paula Brandão, Charles Almeida, Noelio da Rocha e Rafael Lima.

Em conta
Todas as doações para o fundo assistencial devem ser feitas através de depósito bancário na conta 0001145-2, agência 0608, banco 237, Bradesco. A ACSMCE promete prestar contas publicamente, todos os meses, de todas as doações feitas e a divisão igualitária para cada um dos militares assistidos. A expectativa da entidade é pagar, mensalmente, cerca de R$ 2.500 para cada policial, haja vista ser essa a média do que recebiam enquanto permaneciam na Corporação.

Ajuda
A criação desse fundo é uma maneira que a associação encontrou para ajudar os militares expulsos. “Não bastasse o alto índice de violência em todo o estado, onde nesse ano alcançamos a marca de 11 homicídios dolosos por dia, e o crescimento em 200% no número de mortes por armas de fogos entre 2000 e 2010, o estado está perdendo o seu efetivo seja pela violência, ou pela perseguição do comando em demitir PM’s que apenas discutiam sobre medidas e melhorias para a categoria”, critica a entidade.

Serviço: Fundo Assistencial para PM’s demitidos
Conta: 0001145-2
Agência: 0608
Banco: Bradesco


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One thought on “Associação cria fundo de ajuda para PM’s demitidos

  1. O Comando da Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Publica estão cientes de todas as injustiças que eles estão cometendo e continuam a cometer de forma proposital. Ele também sabem muito bem que boa parte da tropa se sente acuada e totalmente desmotivada a cumprir a nobre missão, seja pelo assédio moral e profissional (transferências e expulsões sem motivação plausível descumprindo inclusive a constituição), seja pelos processos absurdos que a controladoria preside dando ouvidos a bandidos para prejudicar bons profissionais, seja pelo fato do governador não cumprir acordos com policiais e bombeiros, seja pela segregação da categoria onde uns recebem salários maiores que outros quando ambos ocupam o mesmo posto e exercem a mesma função. O fato é que quando se deixa o profissional desmotivado e acuado dentro da própria instituição quem vai sentir falta do desempenho dele na rua é a sociedade, mas me parece que o governo não está muito preocupado com isso não.

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