Ceará

Atentado em Quixadá: Presidente da OAB fará defesa de Osmar Baquit

Baquit contratou o advogado Valdetário Monteiro, presidente da OAB, para fazer sua defensa
Baquit contratou o advogado Valdetário Monteiro, presidente da OAB, para fazer sua defesa

O deputado Osmar Baquit (PSD) contratou o presidente da OAB-Ceará, Valdetário Monteiro, e o advogado Waldir Xavier para defendê-lo da denúncia de ser o mandante do crime de explosão dos transmissores das rádios Monólitos e Liderança, que operam em Quixadá (Sertão Central).

Estratégia
Waldir Xavier conversou com o blog e falou da linha de defesa que será adotada para defender o cliente. “Nós já analisamos a peça do Ministério Público e a conclusão é de que não há provas, não há indícios e o que temos são meras conjecturas. Então nós vamos perante a justiça oferecer a resposta processualmente adequada a esta acusação”, disse.

Sereno?
Para Waldir Xavier o deputado Osmar Baquit está se defendendo de forma serena porque tem certeza de sua inocência. O advogado critica o inquérito policial que levou o MP-CE a acusar Baquit. “Esse documento está cheio de ilações ao ponto de que contaminou a ação penal, mas nós vamos elucidar esse caso e restabelecer a verdade dos fatos”, disse.

Acusação
Osmar Baquit é acusado pelo MP-CE de autoria intelectual do atentado às rádios por conta da participação do pai de dois assessores dele na ação criminosa. As emissoras integram o Sistema Monólitos de Comunicação. “Eu sou aliado do atual prefeito de Quixadá, o João da Sapataria. O presidente da Câmara Municipal de lá é meu. Por que então eu iria querer explodir Rádio num município aliado? Será que sou burro, idiota?”, questiona o deputado.

Limoeiro
O episódio de atentado às Rádios em Quixadá chama atenção para outro fator. Em 2003 o radialista Nicanor Linhares, dono da Rádio Vale do Jaguaribe foi assassinado com 11 tiros em Limoeiro do Norte. Na época foram acusados de mandantes a então prefeita Arivan Lucena e seu marido o desembargador José Maria Lucena. Nicanor seguia uma linha de acusações e críticas a gestão municipal onde não havia limite para os ataques eivados de ofensas pessoais.

Comento
No interior é comum a utilização de emissoras de rádio por grupos políticos antagônicos que se digladiam nos microfones ferindo a ética. Aparentemente não há limites, como se Rádio não fosse concessão do serviço público. Ao tempo do regime militar, o Ministério das Comunicações fiscalizava o funcionamento das emissoras. A partir do processo de redemocratização essa prática caiu em desuso e o que impera é uma sensação de vale-tudo. Até quando?


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