Protesto

Ato em apoio à Lava Jato e contra corrupção reúne manifestantes em Fortaleza

Ato em apoio à Lava Jato e contra corrupção reúne manifestantes em Fortaleza. Foto: Reprodução do Facebook
Ato em apoio à Lava Jato reúne manifestantes em Fortaleza. Foto: Reprodução do Facebook

Depois que a Câmara dos Deputados desfigurou o projeto original das 10 medidas contra a corrupção, no último 30 de novembro, vários protestos ocorreram em todo o Brasil. No domingo (04), o dia foi de manifestações em defesa da proposta inicial e pelo fortalecimento do Poder Judiciário.

Em Fortaleza, o ato ocorreu na Praça Portugal, e, segundo organizadores, reuniu cerca de cinco mil pessoas, entre magistrados, membros do Ministério Público e sociedade em geral.

Os manifestantes começaram a chegar ao local às 16 horas, vestidos nas cores verde e amarela. Nas mãos, bandeiras do Brasil e cartazes questionando a possibilidade de juízes e promotores de Justiça responderem por crime de abuso de autoridade, que foi uma das mudanças incluídas no texto. Os participantes também levaram cartazes com as fotos de todos os deputados cearenses que votaram a favor das mudanças e demonstraram apoio ao juiz federal Sérgio Moro e à continuidade das investigações da Operação Lava Jato.

“O ato reforça o apoio à Operação Lava Jato, defende as 10 medidas em sua origem, porque as medidas, como foi alterada, agora, nós não concordamos. Eles desfiguraram com o intuito de beneficiar os próprios deputados e senadores. A população está cansada de ouvir essas mentiras e falcatruas que acontecem na madrugada da Câmara dos Deputados e Congresso Nacional”, disse Marcelo Marinho, presidente do Instituto Democracia e ética (IDE).

Corrupção
O ato teve início oficialmente às 17 horas, com o público cantando o Hino Nacional. Antes, parte dos manifestantes entoou o coro “Fora, Temer”. De acordo com o procurador-geral de Justiça, Plácido Rios, a expectativa é que, com o ato, haja sensibilidade do parlamento brasileiro para que as 10 medidas sejam reintegradas da forma como foram entregues. “O que o Ministério Público quer são medidas mais céleres e eficazes no combate a corrupção e não o que aconteceu no parlamento, a destruição de um projeto e a aplicação de penalidades a membros do Ministério Público e magistrados que estão lutando contra corrupção, que são os tais crimes de responsabilidade”, afirmou Plácido.

Reação
O presidente da Associação Cearense do Ministério Público, Lucas Azevedo, reforçou que o ato é uma resposta da população cearense aos ataques que o Ministério Público e o Poder Judiciário vêm sofrendo, após subversão das 10 medidas contra a corrupção. “Um projeto, que era contra a corrupção, tornou-se em um projeto pró-corrupção. Nós precisamos do apoio da população para acabar com essa manobra, que é antirrepublicana, absurda. Somente em um estado onde o Ministério Público é independente e a magistratura independente, é que podemos combater a corrupção”, destacou.

Contra aborto
No ato, o grupo ProVida – Associação Casa Luz aproveitou para manifestar contra decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o aborto realizado até o terceiro mês de gestação, não é considerado crime. Os manifestantes expuseram várias cruzes com a réplica de um feto de três meses. “Estou na minha mão com a réplica de um bebê de apenas 11 semanas que já está com todos os órgãos formados. Isso é assassinato e é contra isso que estamos nos manifestando. Estamos a favor da vida desses bebês e das mães desesperadas que pensam em abortar. Estamos não só manifestando, mas mostrando nossa solidariedade com essas mulheres para que a gente ajude elas a dar sim a essas vidas”, disse a organizadora Lívia Gadelha.

Com informações do OE


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