Impeachment

Ato pró-Dilma Rousseff ocupa ruas do Centro

Ato pró-Dilma Rousseff ocupa ruas do Centro
Ato pró-Dilma Rousseff ocupa ruas do Centro

Atos em defesa da democracia e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff ocuparam, na quinta-feira (31), as ruas do centro de Fortaleza.

Carros de som levaram líderes do movimento Frente Brasil Popular e sindicalistas, além de políticos, que se revezavam nos discursos. O governador Camilo Santana (PT) compareceu ao evento que, segundo os organizadores, reuniu 50 mil pessoas, mas a Secretaria de Segurança Pública calculou dez mil manifestantes.

A passeata acabou no Dragão do Mar, onde houve discursos e apresentações artísticas. A manifestação começou a dispersar por volta das 20h30.

Camilo
Falando aos manifestantes, em um palanque montado no Dragão do Mar, o governador do Ceará disse que “vamos cumprir o papel importante de defender a democracia neste país. Dilma Rousseff me colocou na missão fundamental para que sejamos interlocutores explicando o que está acontecendo no País: só pode haver impeachment se houver crime, não existe nenhum crime”, afirmou o governador.

“A denúncia das pedaladas não tem justificativa e o que estão tentando é um golpe. Cinquenta e quatro milhões de brasileiros elegeram a presidente Dilma, se querem a presidência, vão para a urna. Um partido aliado ao governo por 13 anos deixa em três minutos. É inaceitável”, completou Camilo.

Cid
O ex-governador Cid Gomes (PDT), também presente ao evento, disse que está “feliz com a democracia brasileira, que permite projetos contra e a favor da Dilma”. Ele aproveitou para fazer críticas ao PMDB. “Eu sou dos que acreditam que Dilma foi eleita e não pode ser derrubada por uma meia dúzia de achacadores liderada pela maior praga do Brasil: o PMDB’’.

Impeachment
De acordo com o presidente estadual do PT, de Assis Diniz, não há nada contra a presidente Dilma Rousseff. “Quando nós afirmamos que o que está em curso é um golpe é porque não existe crime nenhum sobre a Presidente da República. O que existe hoje é um problema de economia que é uma crise internacional”.

Representando o Fórum de Luta da Granja Portugal, Rivardávio de Souza, afirmou diz que participou de todas as manifestações contra o impeachment este ano. Ele disse que veio ao ato de hoje para reforçar a ideia de que a sociedade não pode aceitar o impedimento da presidenta. “ Acho muito importante que o povo acredite que devemos nortear o que foi conquistado. Não podemos deixar o mesmo patamar que existia na ditadura”, disse.

Brasil
Mais de 60 entidades, entre movimentos sociais e sindicatos, realizam atos contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff em ao menos 25 capitais e outras 31 cidades brasileiras, na quinta-feira (31). A pauta das manifestações critica o ajuste fiscal promovido pelo governo e repudia a possibilidade de reforma da Previdência. A rede Globo e o juiz federal Sergio Moro são os principais alvos de críticas dos manifestantes.

Brasília
O ato mais importante, segundo os organizadores, acontece em Brasília, para onde foram as lideranças dessas entidades. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a manifestação reuniu 40 mil pessoas na Esplanada dos Ministério. Os organizadores falam em 100 mil.

E ainda
A concentração de esforços na capital federal marca uma mudança na estratégia dos grupos pró-governo, que pretendem, agora que o processo de impeachment entra em período decisivo, pressionar de perto senadores e deputados. Na última série de protestos anti-impeachment, no dia 18, o maior ato foi em São Paulo.

Com informações do OE


Curtir: