Fortaleza

Audiência debate política de combate à violência contra a mulher em Fortaleza

Evento atende ao pedido da vereadora Eliana Gomes

A Câmara Municipal de Fortaleza realiza, nesta quinta-feira (23), audiência pública sobre os desafios e perspectivas das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher na Capital.

O evento, que atende o pedido da vereadora Eliana Gomes (PCdoB), é uma referência ao Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, celebrado em 25 de novembro. A audiência está marcada para às 14 horas, no auditório do legislativo municipal.

O objetivo da audiência, segundo a vereadora, é fazer um balanço dos avanços já conquistados pelas mulheres no combate à violência e ao feminicídio na cidade, como também dar visibilidade à demanda pela abertura da Casa da Mulher Brasileira, equipamento que está finalizado desde setembro de 2016 e não é inaugurado pelo Governo Federal. “Quando estiver em funcionamento, o espaço, localizado no bairro Couto Fernandes, irá reunir diversos serviços de atendimento à mulher vítima de violência de gênero”, destaca a parlamentar.

Convidados
Foram convidados para o debate toda a rede de proteção à mulher de Fortaleza, como as coordenadorias especiais dos Governos Estadual e Municipal, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o Juizado Especial, a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Centro de Referência, as Secretarias de Segurança Pública e da Justiça e Cidadania do Ceará, a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Ceará e outros.

Campanha
A agenda abre a Campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” – mobilização anual criada em 1991 e que ocorre no País entre 20 de novembro e 10 de dezembro. No Ceará, diversas organizações governamentais, assim como representantes do legislativo e da sociedade civil se uniram em mobilização estadual.

Números
Apesar dos avanços na legislação e no enfrentamento da problemática, pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança mostra que uma em cada três mulheres sofreram algum tipo de violência em 2016. O número é alarmante: 503 mulheres brasileiras são vitimadas a cada hora. O estudo também mostra que, entre as mulheres que sofreram violência, 52% se calaram. Apenas 11% procuraram uma delegacia da mulher e 13% preferiram o auxílio da família. “Daí a importância de continuarmos debatendo, divulgando, alertando e focando este tema. Nossas mulheres ainda não estão completamente encorajadas e informadas”, destaca a vereadora Eliana Gomes.


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