Denúncia

Candidato do PT, Leonelzinho e mãe da prefeita são acusados se acumular cargos no Município

Candidato do PT, Leonelzinho e mãe da prefeita são acusados se acumular cargos no Município

A mãe da prefeita Luizianne Lins foi envolvida em uma nova polêmica, dessa vez ao lado do candidato do PT à Prefeitura de Fortaleza e do vereador Leonelzinho Alencar. Luiza Lins e Elmano de Freitas e o parlamentar são acusados de um acumular, irregularmente, cargos remunerados na prefeitura de Fortaleza. O ministério público investiga o caso.

Denúncia
A denúncia foi levada ao Ministério Público pelo candidato a vereador, Renan Colares (PSDB), filho do deputado estadual Fernando Hugo Colares (PSDB) , candidato a vice-prefeito de Fortaleza, crítico severo de “Linda Lins” e adversário politico de Leonelzinho Alencar.

Relatório
O tucano tomou como base para a denúncia, três relatórios do Tribunal de Contas dos Municípios, referentes ao exercício de 2009 a 2012 que mostram Elmano de Freitas lotado em três cargos comissionados na prefeitura, acumulando um total de 120 semanais, o que significa 24 horas de trabalho por dia pela jornada de trabalho do Executivo municipal.

Não encaixa
Ainda segundo denúncia, Luiza Lins, mãe de Luizianne, acumula carga horária de 127 horas. Já Leonelzinho Alencar recebia dinheiro por cargos comissionados na secretaria Regional I e no Fundo Municipal de Saúde, acumulando 130 de carga horária /mês, ou 26 horas de trabalho por dia.

“É um completo absurdo, ninguém pode trabalhar por dia mais horas do que o dia tem. Tem casos de servidores que acumulam cargos chegando a 240 horas “, diz o promotor Ricardo Rocha.

Investigação
O Ministério Público teve acesso a um relatório da campanha inspetoria do Tribunal de Contas dos Municípios e, segundo o promotor, o documento mostra que em 2009 a Corte de Contas constatou a presença de 3.147 servidores na folha da prefeitura de Fortaleza com acúmulo de cargos acima das 60 horas semanais, o que não é permitido por Lei.

Documentos
O promotor de Justiça solicitou ao TCM cópias dos documentos e dos relatório dos exercícios de 2009, 2010 e 2011 para apurar as irregularidades. “Existem indícios fortíssimos de veracidade da denúncia. Se comprovado, vamos entrar com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa e pedir a devolução de todo o dinheiro recebido irregularmente por esses servidores que acumulavam cargos na prefeitura”, enfatizou Ricardo Rocha.


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