Ceará

Capitão Wagner diz que manutenção das prisões de 44 policiais “é injustiça”

Capitão Wagner defende que manter 44 policiais presos sem provas é injustiça

Em pronunciamento, nesta quarta-feira, 22 de março, na Assembleia legislativa do Ceará, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) falou a respeito de um estudo, feito por ele, sobre o inquérito sobre a chacina no Curió.

“Com o estudo percebi que a injustiça é a responsável por estes 44 policiais estarem presos. Até hoje, não existe nenhuma testemunha que aponte provas contra esses militares”, explicou.

Capitão Wagner destacou que oito armas de fogo foram usadas na chacina do Curió, “mas nenhuma delas, porém, é de nenhum dos 44 policiais presos”.

Lá e cá
O parlamentar mencionou também sobre o habeas corpus concedido a ‘Quadrilha dos Pipoca’. “O que me chama atenção é que a quadrilha dos ‘pipocas’ envolvida em assaltos a banco e carros fortes, no município de Quixadá, apreendida com armamento de grosso calibre, quadrilha essa que matou três policiais e deixou outros três gravemente feridos, foi libertada por decisão do Superior Tribunal Federal (STF) e nenhum juiz cearense teve coragem para determinar a soltura dos 44 policiais presos”, salientou.

Choro
O parlamentar informou, ainda, que na última audiência do casso Curió, em que um dos 44 policiais apresentou provas de que seu carro foi confundido, segundo um laudo pericial, “uma das juízas responsáveis pelo caso, diante do tamanho constrangimento, chorou ao ouvir o depoimento do policial. Uma juíza, preparada psicologicamente para lidar com situações diversas, ficou constrangida e chorou copiosamente ao ouvir o policial. Isso mostra a clareza dos fatos”, disse.

Falhas
Ainda de acordo com Capitão Wagner, o inquérito que foi feito pela delegada “teve provas forjadas só com o intuito de apontar culpados”. Para o parlamentar, existem falhas no processo. “A delegada apontou fatos que não existiam nos autos. Ela forjou localização geográfica nos mapas apresentados no processo. Eu não entendo porque, com tantas falhas, o juiz não liberta esses policiais”, finalizou.


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