Ceará

Carlomano nega compra de votos e dispara contra imprensa

Carlomano nega compra de votos e dispara contra imprensa. Foto: AL

O deputado Carlomano Marques (PMDB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira (04)  por quase um hora para defender o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral na noite desta segunda-feira (03). Carlomano é acusado de compra de votos na eleição de 2010. “Eu estou sendo condenado porque alguns julgadores acharam que ‘a irmã dele pediu voto porque ele mandou’ e isso é presunção. Não se  pode condenar ninguém por presunção”, disse.

Consulta por voto
A denúncia contra o parlamentar feita pelo Ministério Público Estadual acusa o deputado de participar de um esquema de compra de votos que também envolvia a médica e vereadora Magaly Marques (PMDB), irmã de Carlomano. Na época, consultas médicas eram realizadas dentro do comitê da peemedebista, que pedia ao paciente o voto para a reeleição do deputado.

Contundentes
Na tribuna da AL, Carlomano disse que não cometeu nenhuma irregularidade e que as provas contra ele “não são contundentes”. A estratégia da defesa foi disparar críticas contra a imprensa.

Condenado?
O parlamentar chegou a dizer que o repórter, autor de matéria jornalista que expôs a denúncia e levou à cassação, era que devia ser condenado.

Compra
O peemedebista disse que recebeu três mil votos a mais do que o deputado Francisco Pinheiro (PT) que ficou na suplência, o que comprovaria que não houve compra de votos. “Era preciso pelo menos 100 atestados e que cada um, fartamente possuído de uma generosidade, fizesse campanha e me desse 30 votos para mudar o destino eleição”, calculou

Leprosos
“Eu prefiro manter o meu mandato lutando com faca na mão do que me ajoelhar para lamber os pés leprosos dos que querem me derrubar”, concluiu.


Comentários: