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Centrais Sindicais paralisam em protesto contra as terceirizações

Centrais Sindicais paralisam em protesto contra as terceirizações
Centrais Sindicais paralisam em protesto contra as terceirizações

As centrais sindicais de todo país realizam nesta terça-feira (6) uma paralisação contra o projeto que regulamenta a terceirização no mercado de trabalho. O projeto de lei 4330, de 2004, está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e deve voltar à discussão nesta semana após o termino do prazo para negociações entre trabalhadores, empresários, governo e parlamentares. As centrais alegam que a proposta pode abrir espaço para precarização das relações de trabalho.

Fortaleza
Em Fortaleza, a manifestação acontece em frente a sede da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), a partir das 9 horas.

Neo
Segundo o secretario da Executiva Nacional da Conlutas e do PSTU, Zé Maria, a terceirização avançou com a onda neoliberal dos anos 90. “A data chama atenção para o avanço desta forma de trabalho que significa mais precarização das relações trabalhistas. O objetivo das empresas é flexibilizar direitos e aumentar a competitividade de seus produtos pagando baixos salários. Não é à toa que o perfil do trabalhador terceirizado é jovem, menos remunerado, feminino e negro, menos sindicalizado e submetidos a uma alta taxa de rotatividade e um ritmo estressante de trabalho”, denuncia.

Em números
Segundo o Sindicato dos Empregados em Prestadoras de Serviço do Estado, apenas no Estado de São Paulo, os terceirizados somavam 110,9 mil, em 1995. Em 2010, o número já era 700 mil. A categoria bancária, por exemplo, que chegou a ter aproximadamente 1 milhão de trabalhadores há 20 anos, atualmente opera com 400 mil, além de quase 400 mil terceirizados.

Dos cerca de 2 milhões de professores do ensino básico que atuam no país, 800 mil são contratados temporários (precarizados), sem concurso público. Há estados, como o Espírito Santo, em que esse número chega a 71%.

Aquecimento
Conforme as centrais sindicais, a mobilização é uma preparação para o dia 30 de agosto, quando realmente os trabalhadores irão cruzar os braços. O objetivo é aumentar a pressão sobre patrões e o governo Dilma pelo atendimento da pauta de reivindicação unitária entre as centrais.

Pauta
Veja abaixo a pauta dos trabalhadores:

  • – redução da tarifa e melhoria do transporte público;
  • – mais investimentos em saúde e educação pública;
  • – fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;
  • – redução da jornada de trabalho;
  • – fim dos leilões do petróleo;
  • – contra o PL 4330 da terceirização;
  • – reforma agrária;
  • – salário igual para trabalho igual.

Com informações da assessoria


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