Eleições 2014

Cid Gomes diz que “está ficando difícil” manter diálogo com PMDB

Cid Gomes diz que “está ficando difícil” manter diálogo com PMDB. Foto: Kézya Diniz
Cid Gomes diz que “está ficando difícil” manter diálogo com PMDB. Foto: Kézya Diniz

O governador Cid Gomes (Pros) disse que está ficando difícil dialogar com o PMDB, uma vez que suas lideranças colocam como “irreversível” a candidatura do senador Eunício Oliveira (PMDB) ao Governo do Estado. As declarações foram feitas durante inaugurações no interior do Estado.

“Desejo apoio do PT, do PMDB, que está ficando difícil porque estão dizendo que é irreversível a candidatura. Se é irreversível, é porque não estão dispostos a participar deste projeto”, disse.

“É razoável que qualquer pessoa que esteja na vida pública tenha o projeto de ser governador. Agora, isso não pode se resumir a um projeto pessoal. Repito: temos de ter um conjunto de compromisso para que a população saiba o que esperar de um futuro governador e, isso, tem de ter um respaldo partidário”, completou o governador, em referência à pré-candidatura de Eunício.

Ruptura
Eunício aguardava até o fim de abril manifestação de Cid em favor de sua candidatura ao governo, em reciprocidade ao apoio que lhe deu em 2006 e 2010, como não aconteceu, os secretários ligados ao PMDB pediram exoneração dos cargos ocupados na gestão Cid.

“Portas abertas”
Cid disse, ainda, estar de “portas abertas” e deseja que o DEM, sob liderança de Moroni Torgan, e o PPS, sob a presidência de Alexandre Pereira – partidos que ingressaram recentemente na base de apoio – assim como os demais partidos, deem sustentação ao projeto que será desenvolvido pelo Pros visando às eleições deste ano.

Pré-requisito
O governador negou que tenha colocado como pré-requisito que o nome a ser indicado pela coligação à chefia do Palácio Abolição seja filiado ao Pros. “Nunca coloquei que era pré-requisito ser filiado do Pros. O Pros tem bons nomes em seus quadros e diversas lideranças aspiram à candidatura e argumentam que o partido é o maior por ter a maior bancada federal, estadual, prefeituras e o maior número de vereadores. Isso não deixa de ser um argumento legítimo, mas temos de fazer isso coletivamente”, pontuou.


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