Ceará

Cientista político aposta em tom “mais agressivo” nas campanhas do Ceará

Cientista político aposta em tom "mais agressivo" nas campanhas do Ceará
Cientista político aposta em tom “mais agressivo” nas campanhas do Ceará

O cientista político e professor do departamento de ciências sociais da UFC, Uriban Xavier, avalia que na reta final das campanhas eleitorais, a tendência é de que os candidatos adotem um tom agressivo. “Já estamos vendo as baixarias que estão sendo publicadas na internet”, disse, frisando que “essa campanha vai deixar um vazio muito grande, no sentido de uma discussão de proposta”.

Disputa pelo poder
Além de criticar a ausência de debate de ideias, Uriban avalia ainda que a campanha, do ponto de vista formal, deveria ser extremamente educativa, contudo, os candidatos detentores das campanhas mais caras transformam a disputa em algo pessoal.

“Na realidade, a política está se transformando em mera disputa de poder, para que as pessoas possam se apossar de cargos públicos, muito mais do que uma disputa de projetos políticos onde cada partido deveria se colocar como um educador político da sociedade, contudo, demonstraram seu projeto, querendo, inclusive, acumular força”, opina.

Interesses
Ainda avaliando as estratégias políticas para se ganhar uma eleição, o estudioso aponta que a ausência de projetos políticos, leva os candidatos apenas a se preocuparem em “fazer qualquer tipo de aliança, qualquer negócio para ter mais tempo na televisão”. Os interesses reais, segundo pondera, passam despercebidos pelo eleitorado.

Vem mais
“A campanha ainda está no meio, está ficando animada”, diz, salientado que, a tendência do maior esforço deverá ser feito nos últimos quinze dias e, sobretudo, na última semana. “No meio, é mais agitação de bandeira, no final, gastam mais dinheiro”, pontua.

Com informações do OE


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