Bastidores

Ciro dispara: “Não aceitamos dizer ‘amém’ para as bandidagens do PT”

Ciro dispara: “Não aceitamos dizer ‘amém’ para as bandidagens do PT”. Foto: Edson Pio

“Não aceitamos mais dizer ‘amém’ para as ‘bandidagens’ do PT. Ou o PT muda essa direção, ou nós vamos enfrentá-lo, como estamos enfrentando agora”. A declaração é do ex-ministro Ciro Gomes ao comentar, nesta sexta-feira (15), a relação entre PT e PDT (veja o vídeo abaixo). 

Ciro Gomes (PDT) voltou a criticar “o lado bandido do PT” ao comentar a recente troca de farpas com dirigentes do Partido dos Trabalhadores. O pedetista disse que não fará mais campanha “para os marginais do PT” e fez ressalvas apenas a militância formada, segundo ele, “de gente muito séria”.

“Esse lado bandido do PT precisa entender que eu saí, no segundo turno, para não ter que explicar porque que eu não faço mais campanha para os marginais do PT. Os marginais do PT não são o PT. O PT é um partido importante, a maioria do PT é de gente boa, uma militância de gente muito séria”, disparou em relação as críticas de petistas pelo não apoio à candidatura de Fernando Haddad no segundo turno da eleição presidencial.

O pedetista continuou relembrando outros aliados eleitorais dos petistas pelo Brasil. “Vamos entender bem. O PT aqui no Ceará, nestas eleições, estava com Eunício Oliveira (MDB). O PT, nestas eleições em Alagoas, estava com Renan Calheiros (MDB). O PT nomeou o Geddel – sabe aquelas malas de 51 milhões de reais achada no apartamento? – o Geddel foi ministro do Lula e vice-presidente da Caixa Econômica Federal no governo da Dilma. O [Henrique] Meirelles, sabe o Meirelles? Que é hoje secretário de Finanças do [João] Dória em São Paulo, que foi ministro da Fazenda do Michel Temer, era presidente do Banco Central do governo Lula. O [ex-ministro Antonio] Palocci é réu confesso e devolveu 100 milhões de reais roubados. E tudo isso, essa gente quer que eu explique? Eles que se expliquem!”

Direção
Questionado se o PDT deseja liderar o campo da esquerda, Ciro declarou: “Não. Não queremos nada. Nós vamos cumprir nossa obrigação com povo brasileiro e não aceitamos mais dizer ‘amém’ para as ‘bandidagens’ do PT. Ou o PT muda essa direção, ou nós vamos enfrentá-lo, como estamos enfrentando agora”.

Camilo
Lembrando de que o governador Camilo Santana (PT) é seu aliado e fez palanque para Eunício nas eleições de 2018, Ciro retrucou: “Eu fui contra pessoalmente, publicamente. Denunciei, derrotei, ajudei a derrotar o Eunício que estava comprando o povo cearense. O argumento persiste”, concluiu.

Entenda
Em entrevista ao Valor Econômico, publicada na terça-feira (12), o pedetista classificou a cúpula da sigla como uma “quadrilha” e “organização criminosa”. “Fui agredido, caluniado, atropelado pelas costas por essa canalha da cúpula do PT”, disse o ex-governador do Ceará à reportagem. Quem também foi alvo de críticas do ex-ministro da fazenda foi a presidente da sigla, a deputada federal Gleisi Hoffman. “Ela é a chefe. Ela e o marido estão enrolados em tudo. Se quiserem me processar, já estou acostumado”, relatou Ciro Gomes ao Valor Econômico.

Em seu perfil do Twitter, a ex-senadora rebateu as críticas do pedetista: “Ciro Gomes é um coronel oportunista, ressentido e covarde. Quando a conjuntura exigia sua presença, fugiu para Paris”. Além disso, ela acrescentou que o político “está à espreita de crises para se apresentar como salvador da burguesia e sistema financeiro”.


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