Câmara dos Deputados

Com 189 assinaturas validadas, CPI da JBS é protocolada na Câmara Federal

Deputado federal Cabo Sabino, em menos de 24 horas, coletou 208 assinaturas

O deputado federal Cabo Sabino (PR/CE), em menos de 24 horas, coletou mais de 200 assinaturas e protocolou, na noite de quarta-feira (24), na Câmara Federal, o pedido de CPI para investigar doações de campanha feitas pelo grupo JBS a políticos e partidos.

O pedido ainda incluiu a investigação em contratos junto ao BNDES, os crimes contra o sistema financeiro, evasão de divisas e a ingerência do referido grupo junto ao CADE.

A solicitação foi referendada com 189 assinaturas validadas, das 208 apresentadas. Para requerer uma CPI, são necessárias pelo menos 171 assinaturas. Caso seja instalada, a Comissão será composta por 15 membros e terá 120 dias de prazo, prorrogáveis por igual período.

Campanhas
Os parlamentares dizem que a JBS abasteceu as campanhas eleitorais de 1.829 candidatos de 28 partidos das mais variadas siglas, segundo as delações da cúpula da JBS.

“O Brasil fala em eleições diretas, indiretas, impeachment, renúncia e a Câmara tem por obrigação investigar quem cometeu crime contra a nação. Aqueles que não têm o que temer, não tem rabo preso com a propina, aqueles que não se misturaram aos criminosos, que não fazem parte da quadrilha que se juntou para roubar o País, que estão aqui, para defender a democracia, não terão dificuldade nenhuma de assinar o pedido de CPI, que nós demos entrada”, disparou o Cabo Sabino, em pronunciamento na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviços Públicos (CTAPS).

Maia
Agora, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM) deve deliberar quanto a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito. A JBS é investigada em cinco operações da Polícia Federal. “O povo brasileiro tem que saber o rumo da Nação. Não tem como continuar, se ano que vem tem eleições e os deputados citados em processos, que ainda não serão julgados, vão poder concorrer ao pleito. Precisamos discutir. O presidente desta Casa tenha a coragem e o dever moral de abrir a CPI”, completou o parlamentar.


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