Impeachment

Com 367 votos a favor, Câmara conclui votação e aprova impeachment

Câmara conclui votação e aprova impeachment. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Câmara conclui votação e aprova impeachment. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com 367 votos a favor, 146 contra, 7 (sete) abstenções e 2 (duas) ausências registradas, totalizando 511 votantes, a Câmara Federal aprovou, neste domingo (17), o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), dando continuidade ao processo que, agora, segue para análise do Senado Federal.

O último voto registrado foi o do deputado Ronaldo Lessa, do PDT de Alagoas que, às 23h47, proferiu voto “não”, afirmando que “Dilma não cometeu crime de responsabilidade”.

Votos necessários
A oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) alcançou os 342 votos necessários para a admissibilidade do processo na Câmara Federal às  23h07 deste domingo (17). A confirmação veio com o voto do deputado Betinho Gomes, do PSDB de Pernambuco. “Quanta honra o destino me reservou de, da minha voz, sair o grito de esperança de milhões de brasileiros”, disse o parlamentar ao proferir o voto sim, garantindo a soma de 342 votos necessários para a continuidade do processo.

Governo
Mais cedo, ao reconhecer a derrota, antes mesmo do final da votação, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), disse que a derrota é “provisória”, e o governo tem ainda a chance de reverter a situação no Senado com a ajuda das ruas.

“Perdemos porque os golpistas foram mais fortes. Reconhecemos a derrota, mas de cabeça erguida. Estamos firmes, e este país vai se levantar contra esses golpistas que não têm voto, e muito menos condições de governar o País”, disse o líder do governo.

Estratégia
Guimarães adiantou que a estratégia dos governistas será, em um primeiro momento, concentrar esforços no Senado, e, com a ajuda do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, acionar também o Judiciário. “Os golpistas venceram aqui na Câmara, mas a luta continua nas ruas e no senado, que pode corrigir essa ação dos golpistas que foram capitaneados por aqueles que não têm autoridade moral para falar em ética”, afirmou Guimarães. Para o deputado, reconhecer essa derrota provisória não significa dizer que a luta terminou. “A guerra não terminou. Vamos agora discutir o mérito no Senado Federal.”


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