Ceará

Comissão de Ética do PMDB decide pela expulsão de dois prefeitos

Os processos foram abertos após as eleições majoritárias, uma vez que os envolvidos não apoiaram Eunício, candidato indicado pela legenda para a disputa pelo governo do CE
Os processos foram abertos após as eleições majoritárias, uma vez que os envolvidos não apoiaram Eunício, candidato indicado pela legenda para a disputa pelo governo do CE

Mais dois processos que tratam de casos por infidelidade partidária no PMDB do Ceará foram julgados na noite de quinta-feira (30), pela Comissão de Ética e Disciplina do partido.

A decisão dos membros foi pela expulsão do prefeito de Novas Russas, Gonçalo Diogo, e do prefeito de Santa Quitéria, Fabiano Lobo.

O primeiro caso foi julgado na quinta-feira, dia 23 de julho, quando os membros da Comissão decidiram pela expulsão do vereador Carlos Mesquita.

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Dá pra recorrer
Assim como Carlos Mesquita, os dois prefeitos poderão recorrer da decisão na Comissão Nacional de Ética e Disciplina do PMDB, instância superior, onde o caso pode ser reavaliado. De acordo com o presidente da Comissão de Ética do PMDB do Ceará, Marlon Cambraia, nenhum dos prefeitos compareceu à reunião, e a defesa foi apresentada apenas por escrito.

“Infidelidade”
A decisão dos membros foi baseada na averiguação e constatação de denúncias apresentadas por filiados do partido de que os prefeitos não seguiram a orientação do PMDB de apoiar o nome do senador Eunício Oliveira para o cargo de governador nas eleições de 2014, decisão referendada em convenção partidária, tendo eles apoiado o candidato adversário, Camilo Santana (PT).

Provas
Foram levados em consideração pela relatoria e membros da Comissão fotos dos prefeitos usando botons e participando de eventos do candidato adversário, como também registros em redes sociais e matérias jornalísticas, atestando a participação dos prefeitos em atividades de campanha do candidato adversário, além de relatos das testemunhas.

Processos
O presidente da Comissão de Ética explica que recebidas as denúncias, foram instaurados procedimentos administrativos disciplinares para verificar se os filiados cometeram alguma infração prevista no Código de Ética e no Estatuto do partido, dando a oportunidade para que os prefeitos fizessem a ampla defesa.

Ausência
Segundo Marlon Cambraia, tanto Gonçalo Diogo quanto Fabiano Lobo foram notificados de todo o processo e da reunião, mas não compareceram para fazer o contraditório, nem arrolaram suas testemunhas, apresentando apenas a defesa por escrito. “No julgamento, a última fase, eles tinham a oportunidade de fazer suas defesas e, mesmo assim, não estiveram presente”, observou.


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