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Contas Abertas: União gastou R$ 700 mi a mais com veículos em 2014

Contas Abertas: União gastou R$ 700 mi a mais com veículos em 2014
Contas Abertas: União gastou R$ 700 mi a mais com veículos em 2014

Os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) com veículos atingiu a quantia de R$ 3,8 bilhões no ano passado. O montante representa aumento de 22,3%, ou R$ 700 milhões, em relação ao exercício de 2013, quando R$ 3,1 bilhões foram destinados para esse tipo de despesa.

Ferrari
O valor pago em 2014 equivale à compra de aproximadamente 960 veículos do tipo Ferrari (modelo FF F1 6.3 V12 660 cavalos, do ano, zero quilômetros e movido à gasolina). O veículo italiano, segundo a tabela de preços atualizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), custa R$ 2,7 milhões.

Ou Gol
Para aqueles que a compra de uma Ferrari ainda é um sonho muito distante, o gasto corresponde à compra de 67 mil veículos populares do tipo Gol I Motion 1.6 Mi Total Flex. O automóvel, movido à gasolina e zero quilômetros, custa R$ 38,4 mil, também segundo a Fipe.

Tração
A maior parcela dos gastos, 67,2%, foi destinada a “veículos de tração mecânica”. Os dispêndios nessa rubrica somaram R$ 2,6 bilhões. Na modalidade estão incluídas, por exemplo, ambulâncias, ônibus, caminhões e coletores de lixo. O valor gasto em 2014 é R$ 418,2 milhões maior do que o desembolsado em 2013, que chegou a R$ 2,1 bilhões.

Gasolina
Para colocar os carros “em funcionamento” é necessário gasolina, e muita. O governo federal desembolsou R$ 374,5 milhões em combustíveis e lubrificantes automotivos. Apesar da frota ter aumentado, o valor gasto com gasolina diminuiu R$ 1,4 milhão em relação ao ano anterior. Com o valor seria possível comprar 117,4 milhões de litros de gasolina (R$ 3,19 por litro) ou encher o tanque de 2,6 milhões de carros com capacidade para 45 litros.

Manutenção
A compra de material para manutenção de veículos atingiu R$ 245,4 milhões no ano passado. Já o próprio serviço de manutenção e conservação das unidades custou R$ 193 milhões.

Para combate
Outro número que salta aos olhos no levantamento do Contas Abertas é o gasto com carros de combate. Os valores foram de R$ 312,2 milhões no ano passado, cinco vezes maior do que os R$ 61,5 milhões gastos em 2013. O Ministério da Defesa é responsável por 99,9% dos gastos. A Pasta foi questionada pelo Contas Abertas, mas não encaminhou resposta até o fechamento da matéria.

Outros números
O montante total de gastos inclui ainda a compra de acessórios para veículos (R$ 5,9 milhões), e, melhorias e adições em veículos (R$ 25,9 milhões). Outros R$ 85,9 milhões foram aplicados na compra de “veículos diversos”. A locação de carros, por sua vez, somou o montante de R$ 2,3 milhões.

Impostos
A União também precisa pagar os impostos para que os seus carros transitem nas vias públicas. Foram desembolsados R$ 2,8 milhões com Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Já as taxas de pedágio e serviços de estacionamento somaram R$ 4,4 milhões no ano passado.

Ministérios envolvidos
O Ministério da Defesa é o órgão que mais usou seu orçamento com veículos: R$ 2,6 bilhões. Em 2013, a Pasta também esteve no topo dessas despesas, quando o montante gasto chegou a R$ 1,6 bilhão. Neste ano, só o Comando Logístico do Exército desembolsou R$ 1,6 bilhão.

O Ministério da Justiça ocupou o segundo lugar no ranking dos maiores gastos no ano passado. O órgão aplicou R$ 366,5 milhões em veículos em 2014. Em 2013, o gasto foi menor, de R$ 324,2 milhões.

Trabalho
O Tribunal do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP), de São Paulo, gastou R$ 3,2 milhões. Segundo a relação dos veículos publicada pelo órgão, eles têm 30 Fords Focus, 48 Ford Fusion, 26 Spacefox Trend Gii, 10 Peugeot 408, dez Doblô Attractive, sete Megane, entre outros. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios gastou R$ 2,7 milhões no exercício passado. De acordo com a lista de veículos, a frota é de 397 automóveis.

E por fim
Em terceiro no pódium está o Ministério da Educação que gastou R$ 227,4 milhões anuais em 2014. Os dispêndios do Ministério tiveram queda de R$ 6,5 milhões com relação ao ano anterior.

Com informações do Portal Contas Abertas


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